No fim da tarde desta quinta-feira, 04 de fevereiro de 2021, a Gerência Regional de Saúde de Ituiutaba divulgou uma nota à imprensa onde salienta a ordem de vacinação das primeiras remessas distribuídas na cidade.

Durante essa semana várias imagens de pessoas sendo vacinandas, e que supostamente não se enquadrariam nos grupos prioritários, foram divulgadas nas redes sociais, o que gerou muita especulação sobre a prioridade na vacinação.

Conforme o diretor da Gerência Regional de Saúde – GRS, Rafael Mendes Ferreira da Luz, Ituiutaba está cumprindo as normativas estabelecidas pela SES/MG.

Veja a Nota da GRS:

A Gerência Regional de Saúde de Ituiutaba salienta que para a primeira remessa enviada, dentre os públicos prioritários, estavam os profissionais de saúde da linha de frente da covid-19 (público e privado); pessoas com 60 anos ou mais, em instituições de longa permanência – ILPI; pessoas com deficiência, maiores de 18 anos, em residências inclusivas e população indígena vivendo em terras aldeadas.

Já na segunda remessa, os municípios que já tivessem vacinados esses grupos e garantido aos mesmos a segunda dose da vacina, tinham autonomia para estender a vacinação aos demais profissionais de saúde, dentre eles: dentistas, fisioterapeutas, educador físico, e outros, conforme preconizado na Nota Técnica do Estado de Minas Gerais nº 1/SES/SUBVS/2021, bem como na Deliberação CIB-SUS/MG nº 3.314 de 29 de janeiro de 2021.

Esta Unidade Regional de Saúde enfatiza que a dinâmica da vacinação é de responsabilidade dos municípios, dessa forma, os entes municipais devem seguir as orientações do Ministério da Saúde e do Estado de Minas Gerais, de acordo com as premissas do Plano Nacional de Imunizações e normativas estaduais.

Imagem: Divulgação

Entenda a ordem de vacinação contra a Covid-19 de acordo com o Ministério da Saúde.

Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, elaborado pelo Ministério da Saúde, estabelece uma ordem de vacinação para os grupos prioritários. A seleção das populações com prioridade na imunização foi baseada em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e feita em acordo com entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O Ministério da Saúde optou por priorizar a vacinação de determinados grupos para garantir o funcionamento dos serviços de saúde, a proteção dos cidadãos com maior risco para coronavírus, além da preservação do funcionamento dos serviços essenciais. Para isso, foi definida uma lista de grupos prioritários, que somam mais de 77,2 milhões de brasileiros. Confira abaixo: 

  • Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas;
  • Pessoas com deficiência institucionalizadas;
  • Povos indígenas vivendo em terras indígenas;
  • Trabalhadores de saúde;
  • Pessoas de 80 anos ou mais;
  • Pessoas de 75 a 79 anos;
  • Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas;
  • Povos e comunidades tradicionais quilombolas;
  • Pessoas de 70 a 74 anos;
  • Pessoas de 65 a 69 anos;
  • Pessoas de 60 a 64 anos;
  • Comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente grave;
  • Pessoas em situação de rua;
  • População privada de liberdade;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • Trabalhadores da educação do Ensino Básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA);
  • Trabalhadores da educação do Ensino Superior;
  • Forças de segurança e salvamento;
  • Forças Armadas;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros;
  • Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário;
  • Trabalhadores de transporte aéreo;
  • Trabalhadores de transporte aquaviário;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores portuários;
  • Trabalhadores industriais. 

O Ministério da Saúde recomenda que os gestores de saúde sigam essa ordem estipulada pelo Plano de Vacinação, de acordo com as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com a lógica tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS), estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação e dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas. 

A pasta trabalha para que, de maneira escalonada, a vacinação contra a Covid-19 seja ofertada para toda a população brasileira de forma ágil, segura e simultânea. Desde o dia 18 de janeiro, início da imunização no Brasil, mais de 7 milhões de doses já foram enviadas aos estados. 

O Governo Federal firmou três acordos de encomenda tecnológica, que garantem mais de 354 milhões de doses ao longo de 2021: 

  • Fiocruz/AstraZeneca: 102,4 milhões de doses previstas até julho e em torno de 110 milhões no segundo semestre, oriundas de produção nacional;
  • Instituto Butantan/Sinovac: previstas 46 milhões de doses no primeiro semestre de 2021 e 54 milhões no segundo semestre;
  • Covax Facility: previstas 42,5 milhões de doses (10 laboratórios estão negociando o cronograma de entrega com o consórcio).