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Profissional de saúde prepara aplicação de vacina em Uberlândia — Foto: Prefeitura de Uberlândia/Divulgação

Pelo menos 134 servidores da Secretária de Estado de Saúde que estavam trabalhando em regime de home office foram vacinados contra a Covid-19 em Minas Gerais. A informação conta na lista divulgada pela Assembleia Legislativa do Estado (ALMG), fornecida pelo governo do Estado. Segundo o documento, foram imunizados 1.852 profissionais que trabalham nas Superintendências Regionais de Saúde, no interior do Estado.


Os trabalhadores vacinados em teletrabalho atuam nas cidades de Alfenas, Barbacena, Diamantina, Ituiutaba, Leopoldina, Manhuaçu, Patos de Minas, Pirapora, São João Del Rei, Sete Lagoas, Teófilo Otoni, Uberlândia e Varginha.

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Pelo menos quinze servidores lotadas em Uberlândia e que constam na lista apenas como “teletrabalho”, sem menção a “contato com o público” ou “acima de 60 anos de idade” constam na planilha de vacinados das Unidades Regionais de Saúde.


Ainda de acordo com a relação, apenas 75 servidores vacinados possuem 60 anos ou mais – atualmente, a campanha de vacinação promovida de maneira ampla pelo governo do Estado, no entanto, ainda está vacinando os idosos apenas com mais de 75 anos. Pelo menos 32 servidores que trabalham no setor de almoxarifado também foram imunizados. Além disso, do total da lista, 101 trabalhavam em contato direito com o público. Há ainda 165 servidores em “trabalho de campo”, sendo que não há explicações sobre qual tipo de função era executada por eles.


Fura-filas


Até o momento foram divulgadas duas listas com servidores da Secretaria de Estado de Saúde que foram vacinados, somando 2.680 pessoas, alguns deles teriam furado fila dos grupos prioritários. Primeiro, foi divulgada uma lista com 828 nomes de servidores lotados em Belo Horizonte. Agora, surgiu uma segunda lista com 1.852 nomes de servidores imunizados em Superintendências localizadas no interior do Estado. O ex-secretário de Saúde de Minas, Carlos Eduardo Amaral, foi exonerado no último sábado (13) por causa das denúncias de fura-fila da vacinação contra a Covid-19. Além dele, o secretário-adjunto, Marcelo Cabral, também não faz mais parte da equipe.


O médico Fábio Baccherett foi nomeado para o cargo de secretário de saúde. As listas foram encaminhadas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito CPI para apurar o caso. O Ministério Público de Minas Gerais também está apurando o ocorrido.

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