A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou, nesta sexta-feira (29), um balanço da campanha Agosto Lilás de 2025. Ao todo, 245 pessoas foram presas no estado por crimes de violência contra a mulher nos últimos 30 dias. A campanha intensificou as ações de combate e conscientização, com o tema “Quebre o ciclo da violência contra mulher”.
A iniciativa celebra os 19 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que completa aniversário no dia 7 de agosto. A legislação é reconhecida como uma das mais avançadas no mundo para garantir a segurança e a dignidade das vítimas. Somente no primeiro dia de campanha, a Operação Amparo efetuou 47 prisões e 88 mandados de busca e apreensão. Além disso, foram realizadas quase 600 visitas tranquilizadoras.
A diretora estadual das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, delegada Larissa Maia Falles, destacou o avanço no combate à violência com a criação da diretoria. “Todas as ações foram criadas e intensificadas com a criação da diretoria”, afirmou.
Apesar dos números positivos, a PCMG busca aumentar a quantidade de registros. Acredita-se que muitas vítimas não denunciam seus agressores por medo ou desconhecimento. Esse fenômeno é chamado de “cifra negra”, que se refere aos crimes que não chegam ao conhecimento das autoridades.
O delegado-Geral Júlio Wilke explicou que um aumento no número de denúncias pode ser um sinal positivo. “Quando a gente fala da redução do crime contra a mulher é sempre complexo, porque a gente trabalha, infelizmente, com a ‘cifra negra’. Às vezes, tem um aumento, mas isso é positivo, porque as mulheres estão denunciando mais“, declarou.
A delegada Danúbia Soares Quadros, chefe do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família, ressaltou a importância de denunciar qualquer tipo de agressão. “A grande maioria das mulheres que nos procuram já estão no ciclo de violência há mais tempo. Por isso, a importância de todos entenderem que violência moral e psicológica é crime e devem ser notificadas desde o primeiro cometimento“, disse.
Uberlândia e a violência contra a mulher
A violência contra a mulher também atinge a região do Triângulo Mineiro. Em 16 de agosto, duas mulheres foram mortas em um intervalo de horas em Belo Horizonte e Uberlândia. O principal suspeito em ambos os casos eram os companheiros das vítimas.
No caso de Uberlândia, uma policial penal, de 43 anos, foi morta a tiros em seu apartamento. O suspeito e também policial penal, tentou se matar após o crime e faleceu no hospital.

