Mais da metade da população de Uberlândia com 10 anos ou mais vive em união estável. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, apontam que 51,3% dos uberlandenses nessa faixa etária — o equivalente a 321.211 pessoas de um total de 625.538 — declararam estar em algum tipo de união, seja formal ou consensual.
O número coloca Uberlândia ligeiramente acima da média de Minas Gerais, onde 50,1% da população com 10 anos ou mais vive em união conjugal, segundo dados compilados pelo Diário do Comércio com base no levantamento nacional do IBGE. A proporção mineira é próxima da média brasileira, de 51,2%.

Minas se destaca pela formalização de casamentos
O Censo 2022 também revelou que Minas Gerais é o único estado do país em que a maioria dos casamentos ocorre tanto no civil quanto no religioso. De acordo com o IBGE, 51,3% das uniões mineiras são formalizadas nas duas esferas, reforçando a força da tradição e da religiosidade nas relações afetivas do estado.
Entre as pessoas que vivem em união, a formalização é mais frequente entre mulheres com maior escolaridade: 58,2% das que possuem ensino superior completo declaram viver com parceiro(a), enquanto entre as mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto o índice cai para 41,8%.
Por outro lado, o levantamento também mostrou mudanças comportamentais entre os grupos com menor vínculo religioso: entre as pessoas que afirmam não ter religião, 60,2% não vivem em união, e das que vivem, 53% optaram por uniões consensuais, sem registro civil ou religioso.
Uberlândia reflete a tendência estadual
Embora o IBGE ainda não detalhe, no nível municipal, o tipo de formalização das uniões, os dados de Uberlândia indicam que o município segue a tendência mineira de predominância das relações estáveis. Especialistas apontam que a conjunção entre crescimento econômico, diversidade populacional e consolidação da classe média contribui para o aumento das uniões formais e estáveis no interior do estado.
“Uberlândia tem características de uma metrópole regional, com maior escolaridade e renda média do que a média mineira, o que costuma se refletir em relações conjugais mais duradouras e formalizadas”, explica o sociólogo Paulo Henrique Martins, em entrevista ao Diário do Comércio.
O levantamento do IBGE reforça, portanto, que Uberlândia mantém um perfil social de estabilidade familiar — com índices de união conjugal superiores à média estadual e nacional, além de um contexto que combina tradição e modernidade nos hábitos de vida da população.


