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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Acontece > Júri condena homem que simulou acidente para receber seguro de R$ 1 milhão após matar ex-esposa em Uberlândia
Acontece

Júri condena homem que simulou acidente para receber seguro de R$ 1 milhão após matar ex-esposa em Uberlândia

A investigação da Polícia Civil apontou que o réu desativou manualmente o airbag do lado da passageira e, em seguida, jogou o carro contra uma árvore.

Jornalista Tainá
Por
Tainá Camila
Jornalista Tainá
PorTainá Camila
Bacharel em Jornalismo, repórter e redatora especializada em conteúdo policial e criminal.
Publicado 6 de fevereiro de 2026, 8:18
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Aldo Fabiano Angelotti foi condenado a 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Uberlândia pela morte da ex-esposa, Maria Cláudia Santos Freitas, de 44 anos. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (5), no Fórum da cidade, e se estendeu por cerca de dez horas.

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Foto: Corpo de Bombeiros

Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público e reconheceram que o crime foi cometido por motivo torpe, sem chance de defesa da vítima e caracterizado como feminicídio. Após a sentença, o juiz determinou que Aldo continue preso no Presídio Professor Jacy de Assis, onde está desde 5 de dezembro de 2024.

De acordo com a denúncia, Aldo provocou de forma intencional um acidente de trânsito para simular uma colisão e, com isso, tentar receber um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. O caso aconteceu no dia 30 de agosto de 2024, no bairro Laranjeiras.

A investigação da Polícia Civil apontou que o réu desativou manualmente o airbag do lado da passageira e, em seguida, jogou o carro contra uma árvore. Enquanto o dispositivo de segurança de Maria Cláudia não funcionou, o airbag do motorista foi acionado, o que fez com que Aldo tivesse apenas ferimentos leves.

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A perícia também descartou a versão apresentada por ele à época, de que o sol teria atrapalhado a visão. Segundo os investigadores, não havia marcas de frenagem na pista, o sol não estava em posição que comprometesse a visibilidade e a árvore atingida era a única do local capaz de provocar ferimentos daquela gravidade. O velocímetro do veículo ficou travado em 60 km/h, acima do limite permitido na via, que é de 40 km/h.

As apurações revelaram ainda que o relacionamento do casal era conturbado. Em 2023, Maria Cláudia chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Aldo após ser ameaçada de morte. Eles se separaram, mas retomaram o relacionamento no início de 2024, o que, para a polícia, já teria ocorrido com a intenção de execução do crime.

Outro ponto levantado pela investigação foi a contratação de seguros de vida pouco tempo antes da morte. A apólice mais recente, no valor de R$ 1 milhão, foi assinada cerca de 20 dias antes do ocorrido, tendo Aldo como um dos beneficiários. O pagamento foi bloqueado a pedido dos investigadores, que apontaram risco de fuga.

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Mesmo após a prisão, Aldo Fabiano Angelotti negou o crime e insistiu na versão de acidente, argumento que não convenceu os jurados, que votaram pela condenação.

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