Mulheres de Uberlândia participaram neste domingo (7) do ato nacional contra o feminicídio. A mobilização reuniu movimentos sociais, coletivos feministas e entidades em diversas cidades do país. Na cidade, o “Levante Mulheres Vivas” organizou uma marcha que denuncia a violência de gênero. Além disso, o ato cobrou do poder público ações concretas para proteger e atender as vítimas.
A concentração ocorreu às 9h na Avenida Monsenhor Eduardo, esquina com a Rua Buriti Alegre. As organizadoras orientaram o uso de roupas pretas e adereços na cor lilás. Inicialmente, entre 9h e 10h, houve uma oficina de cartazes, assim como falas abertas ao público. A marcha começou às 10h. Ela seguiu até o Centro Municipal de Cultura e encerrou ao meio-dia.

Reivindicações locais e o pedido de urgência
O ato local apresentou uma lista clara de reivindicações municipais. Certamente, o ponto central é o funcionamento da Delegacia da Mulher em regime de 24 horas. As ativistas também pediram o aumento da frota e da disponibilidade da Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica. Outra prioridade é a formação permanente para os profissionais que atendem mulheres em situação de violência.
Os movimentos solicitaram também a ampliação da subvenção para organizações que atuam diretamente no atendimento às vítimas. Ademais, pediram maior estrutura em abrigos e casas de acolhimento. Além disso, solicitaram a transferência definitiva da Delegacia da Mulher para o Complexo Iracema Marques. O grupo reivindicou ainda o reajuste salarial combinado à reposição de efetivo para as equipes da Polícia Civil.
As reivindicações locais incluíram campanhas públicas sobre masculinidade saudável. Elas também pediram transparência nos dados de violência contra mulheres em Uberlândia. A integração das informações da rede de atendimento e o passe-livre para mulheres com medida protetiva são outros itens da lista. O documento cobra da Prefeitura o cumprimento da legislação federal sobre educação para prevenção da violência em escolas. Por fim, exigiram a criação de um protocolo específico para casos de crimes contra a dignidade sexual.
Dados nacionais reforçam a necessidade da luta
Segundo o Ministério das Mulheres, infelizmente, mais de 1.180 casos de feminicídio foram registrados em 2025 no Brasil. Cerca de 3 mil atendimentos diários são realizados pelo Ligue 180. Estes dados reforçam a urgência do tema. Os atos em Uberlândia e no restante do Brasil tiveram como lema central: “Queremos as mulheres vivas”.

