São Gotardo: profissionais da saúde são indiciados por morte de jovem

Eles responderão por negligência em caso de adolescente que ingeriu medicamentos.

Lorena Marques
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Em janeiro de 2025, a cidade de São Gotardo, no Alto Paranaíba, foi palco de uma tragédia. Um adolescente de 16 anos faleceu após ingerir grande quantidade de medicamentos controlados. Três profissionais de saúde foram indiciados pela morte do jovem. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) aponta negligência e falhas graves nos atendimentos.

A situação do jovem era grave e exigia intervenção imediata. Inicialmente, ele foi levado a uma unidade de pronto atendimento local. O médico plantonista, no entanto, liberou o adolescente mesmo após ele relatar a ingestão de cerca de 36 comprimidos. Horas depois, o jovem retornou à unidade com convulsões intensas e, infelizmente, não resistiu.

Investigações revelam falhas sucessivas

As investigações da PCMG foram aprofundadas. Elas incluíram oitivas de testemunhas e análises técnicas detalhadas na área médica. A conclusão é clara: houve falhas sucessivas nos atendimentos prestados ao adolescente.

A Polícia Civil de Minas Gerais indicou os três profissionais da saúde:

  • Homicídio Doloso (Dolo Eventual): Um dos profissionais foi indiciado por homicídio doloso, na modalidade dolo eventual. Isso se deu em razão da conduta negligente e da liberação precoce da paciente.
  • Homicídio Culposo: Outro profissional responde por homicídio culposo. A falha técnica durante o procedimento de intubação retardou a estabilização da vítima.
  • Omissão de Socorro: O terceiro profissional foi indiciado por omissão de socorro. Ele recusou a admissão da vítima em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sob justificativa burocrática, apesar da gravidade do quadro clínico do jovem.

A Polícia Civil confirmou que o relatório final do inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Agora, essas instituições tomarão as providências cabíveis para o caso.

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