A Prefeitura de Uberlândia iniciou articulações junto ao governo federal para tentar incluir o Anel Viário Ayrton Senna no contrato de concessão da Ecovias do Cerrado. A proposta tem como objetivo destravar investimentos em obras de duplicação, novos acessos e modernização de um dos trechos mais movimentados e críticos do tráfego urbano da cidade.

O pedido foi apresentado na quarta-feira (17), em Brasília, durante reunião do secretário municipal de Infraestrutura, Guilherme Marques, com o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Severino Neto. A solicitação prevê a inclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do Anel Viário no contrato da concessionária, responsável pelos trechos urbanos das BRs-050 e 365.
O projeto abrange cerca de 11 quilômetros, entre os entroncamentos das BRs-050 e BR-365, e prevê a duplicação da via, criação de novos acessos e melhorias no pavimento. A expectativa é aumentar a segurança, dar mais fluidez ao tráfego e reduzir o impacto do transporte pesado dentro do perímetro urbano.
Segundo o secretário Guilherme Marques, a ANTT já solicitou a manifestação técnica sobre o EVTEA, o que deve permitir que a concessionária inicie os estudos necessários para possível incorporação do trecho ao contrato de concessão.
A articulação ocorre após reuniões da administração municipal com o governo federal. Em junho, o prefeito Paulo Sérgio esteve com o ministro dos Transportes, Renan Filho, quando foi anunciada a requalificação do Anel Viário Norte e dos trechos urbanos das BRs-050 e 365. Na ocasião, ficou definido que o ministério avaliaria a viabilidade de incluir o Anel Viário Ayrton Senna na concessão administrada pela Ecovias do Cerrado.
O diretor da ANTT, Severino Neto, afirmou que a agência acompanha o processo para que a proposta avance e destacou a importância da obra para a população e para os usuários da via.
O Anel Viário Ayrton Senna, também conhecido como LMG-749, é considerado estratégico para a logística regional por ligar diretamente as BRs-050 e 365. Apesar de sua importância, o trecho enfrenta problemas recorrentes como desgaste do pavimento, congestionamentos frequentes e aumento no risco de acidentes. A inclusão no modelo de concessão é vista como alternativa para garantir investimentos estruturais de longo prazo sem depender exclusivamente de recursos do orçamento municipal.
