A trading agrícola norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) elevou sua previsão de lucro para 2026 impulsionada pela melhora das margens de esmagamento de oleaginosas e pelo crescimento da demanda por biocombustíveis. A companhia também superou as expectativas do mercado no primeiro trimestre deste ano.
A empresa agora projeta lucro ajustado entre US$ 4,15 e US$ 4,70 por ação em 2026, acima da estimativa anterior, que variava entre US$ 3,60 e US$ 4,25. O movimento ocorre após o governo dos Estados Unidos ampliar as metas de mistura de combustíveis renováveis, criando um ambiente mais estável para o setor de biocombustíveis.
Segundo a ADM, a definição das novas políticas energéticas deve beneficiar principalmente os negócios ligados ao esmagamento de soja e à produção de etanol. A alta recente do petróleo também elevou os preços do óleo de soja, fortalecendo as margens da indústria de processamento de oleaginosas.
No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou lucro ajustado de 71 centavos de dólar por ação, acima da expectativa média de analistas, que era de 66 centavos. A receita somou US$ 20,49 bilhões no período.
Apesar do resultado positivo, a divisão de esmagamento da ADM teve prejuízo operacional de US$ 79 milhões no trimestre, impactada por perdas contábeis relacionadas à marcação a mercado. Ainda assim, a empresa informou que os volumes processados cresceram e que o ambiente operacional melhorou nos últimos meses.
A demanda global por biocombustíveis vem sendo apontada como um dos principais motores de crescimento para grandes tradings agrícolas. Nos Estados Unidos, o aumento das metas de mistura de etanol e biodiesel deve ampliar o consumo de milho e óleo de soja, fortalecendo cadeias ligadas ao agronegócio.
A rival Bunge Global também elevou recentemente suas projeções anuais, citando melhora no cenário para processamento de oleaginosas e combustíveis renováveis.

