As ondas de calor registradas nas últimas semanas no Triângulo Mineiro têm impactado diretamente a produtividade da pecuária leiteira. Com temperaturas elevadas e noites mais quentes, produtores relatam queda na produção de leite, além de aumento nos custos operacionais para garantir o bem-estar do rebanho.
Segundo técnicos do setor, o estresse térmico compromete o consumo de alimento pelos animais, reduz a fertilidade e afeta a qualidade do leite, especialmente em sistemas mais intensivos. O cenário é mais sensível em períodos prolongados de calor, comuns nesta época do ano.
Produção em queda e custos em alta
Produtores da região apontam reduções significativas no volume diário de leite, sobretudo em propriedades que ainda não contam com sistemas adequados de conforto térmico. Para minimizar os impactos, muitos têm recorrido a ventiladores, aspersores de água, sombreamento artificial e ajustes no manejo alimentar — medidas que elevam o custo de produção.
Além disso, a necessidade de maior oferta de água limpa e fresca para os animais se torna crítica em períodos de calor intenso, pressionando ainda mais a estrutura das propriedades.
Pequenos e médios produtores são os mais afetados
Embora grandes fazendas já tenham investido em tecnologia e ambiência, pequenos e médios produtores enfrentam maiores dificuldades para absorver os custos adicionais. Em propriedades menos tecnificadas, o calor excessivo pode resultar em perdas prolongadas, com reflexos diretos na renda do produtor.
Especialistas alertam que o impacto do estresse térmico tende a se intensificar nos próximos anos, exigindo planejamento e investimentos contínuos no setor leiteiro.
Estratégias para reduzir os impactos
Entre as principais estratégias adotadas pelos produtores do Triângulo Mineiro estão:
- Adequação de horários de ordenha para períodos mais amenos
- Ampliação de áreas sombreadas naturais ou artificiais
- Uso de ventilação e resfriamento evaporativo
- Ajustes nutricionais para manter o desempenho dos animais
Apesar dos desafios, o setor segue buscando alternativas para manter a competitividade e garantir a oferta de leite, um dos pilares do agronegócio regional.
