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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Agro > Defensivos biológicos ganham espaço nas lavouras de MG e impulsionam nova fase do agro
Agro

Defensivos biológicos ganham espaço nas lavouras de MG e impulsionam nova fase do agro

Uso de bioinsumos cresce entre produtores mineiros, reduz dependência de químicos e reforça produtividade em meio a custos elevados

Eloi Naves
Por
Eloi Naves
Publicado 14 de janeiro de 2026, 6:00
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O uso de defensivos biológicos e bioinsumos tem avançado de forma consistente nas lavouras de Minas Gerais, marcando uma mudança estrutural no modelo produtivo do agronegócio estadual. A adoção crescente desses produtos reflete não apenas a busca por práticas mais sustentáveis, mas também uma estratégia econômica diante do aumento dos custos dos insumos químicos tradicionais.

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Nos últimos anos, produtores de grãos, café, cana-de-açúcar e hortifrúti passaram a incorporar microrganismos, extratos vegetais e bioestimulantes no manejo das lavouras, com resultados positivos no controle de pragas e doenças, além de ganhos em produtividade e qualidade.

Redução de custos e eficiência no campo

Com o crédito mais restrito e os preços dos fertilizantes e defensivos químicos ainda pressionados, os biológicos surgem como alternativa viável para equilibrar o orçamento das propriedades. Em muitas regiões mineiras, o uso combinado — integrando produtos biológicos e químicos — tem permitido reduzir aplicações, otimizar doses e aumentar a eficiência do manejo agrícola.

Produtores relatam também maior resiliência das lavouras frente a estresses climáticos, como períodos de seca ou excesso de chuvas, cenário cada vez mais frequente em Minas Gerais.

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Triângulo Mineiro lidera adoção

O Triângulo Mineiro desponta como uma das regiões mais avançadas na adoção de bioinsumos no estado. A forte presença de grandes áreas de grãos e cana-de-açúcar, aliada à atuação de cooperativas, consultorias técnicas e empresas de tecnologia agrícola, tem acelerado a disseminação dessas soluções no campo.

Além disso, usinas sucroenergéticas e produtores integrados vêm adotando bioinsumos como parte de programas de sustentabilidade e rastreabilidade, exigidos por mercados consumidores mais rigorosos.

Café e hortifruti também avançam

No Sul de Minas, o café tem sido uma das culturas que mais incorporam defensivos biológicos, especialmente no controle de pragas do solo e doenças fúngicas. Já na horticultura, os bioinsumos ganham espaço pela menor toxicidade e pelo atendimento às exigências de mercados mais seletivos.

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Mercado em expansão

O crescimento do uso de biológicos acompanha a ampliação da indústria nacional e o aumento do número de produtos disponíveis no mercado. A expectativa do setor é de que a participação dos bioinsumos no manejo das lavouras mineiras continue avançando ao longo de 2026, impulsionada por fatores econômicos, ambientais e regulatórios.

Para especialistas, os biológicos não substituem totalmente os defensivos químicos, mas se consolidam como peça-chave de um novo modelo de agricultura, mais tecnológica, eficiente e alinhada às demandas do mercado global.

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