Minas Gerais investiga dois novos possíveis focos de gripe aviária. De acordo com dados da plataforma oficial de monitoramento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), há registros em análise em Belo Horizonte e em Igarapé. Ambos estão na Região Metropolitana da capital.
Detalhes
Segundo informações do painel do Mapa, o caso em Igarapé envolve uma galinha doméstica. Na capital mineira, a suspeita recai sobre uma pomba-asa-branca, ave silvestre comum em áreas urbanas. Ambos os casos estão em investigação. Até o momento, não há confirmação de infecção. Nenhuma das ocorrências envolve aves comerciais.
Emergência Sanitária
O estado já havia decretado Situação de Emergência Sanitária Animal na última terça-feira (27). Isso ocorreu após a confirmação do primeiro foco da doença em território mineiro. Na ocasião, três aves ornamentais — um cisne-negro, um pavão e um ganso — testaram positivo para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma propriedade particular de Mateus Leme, também na Região Metropolitana.
O decreto, com validade de 180 dias, estabelece medidas de contenção da doença em cooperação com o setor privado e órgãos públicos. O objetivo é intensificar ações de vigilância, prevenção e controle da gripe aviária, especialmente nas regiões com alta concentração de criatórios e granjas.
Transmissão
Embora o vírus seja altamente letal para aves, autoridades sanitárias reforçam que não há risco iminente à saúde pública. A transmissão para humanos ocorre raramente e, geralmente, acontece apenas em casos de contato direto com aves infectadas em ambientes com alta carga viral. O consumo de carne de frango e ovos continua seguro, desde que as pessoas cozinhem os alimentos de forma adequada.
Minas Gerais, um dos principais polos da avicultura nacional, mantém a produção comercial sem registros da doença. A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) recomenda que criadores notifiquem imediatamente qualquer sinal clínico suspeito nas aves. Esses sinais incluem dificuldades respiratórias, queda na postura e morte súbita, reforçando a importância da vigilância sanitária.


