O excesso de chuva registrado nas últimas semanas no Triângulo Mineiro tem preocupado produtores de café da região. Apesar de a água ser fundamental para o desenvolvimento das plantas, o grande volume acumulado e a sequência de dias com alta umidade criaram um ambiente propício para o avanço de doenças nas lavouras.
Segundo técnicos do setor, o cenário exige atenção redobrada, especialmente neste momento de desenvolvimento das plantas. O solo encharcado e a dificuldade de entrada de máquinas nas áreas cultivadas também atrapalham o manejo preventivo, como a aplicação de defensivos.
Principais doenças em alta nas lavouras
• Ferrugem do cafeeiro – Doença fúngica que provoca manchas alaranjadas nas folhas, levando à queda precoce e redução da capacidade produtiva da planta.
• Cercosporiose (Cercóspora) – Afeta folhas e frutos, causando manchas que comprometem a qualidade do grão e podem reduzir o rendimento da safra.
• Phoma – Fungos favorecidos por alta umidade e temperaturas amenas, podendo causar lesões em ramos e folhas.
• Mancha aureolada – Doença bacteriana que se intensifica em períodos chuvosos, atingindo folhas e prejudicando o desenvolvimento do cafeeiro.
A combinação entre umidade elevada e temperaturas moderadas acelera a disseminação desses patógenos. Em algumas propriedades, produtores já intensificaram o monitoramento técnico para evitar que o problema avance e gere perdas mais significativas.
No Triângulo Mineiro, uma das principais regiões produtoras de café em Minas Gerais, o setor acompanha com cautela os próximos boletins meteorológicos. Caso as chuvas persistam acima da média, pode haver impacto não apenas na produtividade, mas também na qualidade final dos grãos, especialmente se houver reflexos na fase de colheita e secagem.
Por enquanto, a orientação é reforçar o acompanhamento das lavouras e ajustar o manejo conforme as condições climáticas.
