A produção de laranja da safra 2025/26 no cinturão citrícola de São Paulo, Triângulo Mineiro e Sudoeste Mineiro foi revisada para baixo em razão das condições climáticas adversas observadas ao longo do ciclo produtivo, especialmente a escassez de chuvas em períodos decisivos para o desenvolvimento dos frutos.
A estimativa mais recente aponta que a safra deverá alcançar 294,8 milhões de caixas de 40,8 quilos, volume inferior às projeções anteriores. A revisão reflete principalmente o impacto do déficit hídrico acumulado, que ficou cerca de 20% abaixo da média histórica, comprometendo o enchimento das laranjas e reduzindo o peso médio dos frutos.
A falta de chuva afetou de forma mais intensa as variedades tardias, como Valência e Folha Murcha, que não atingiram o calibre esperado. Com frutos menores, houve aumento no número de laranjas necessárias para completar uma caixa padrão, reduzindo a produtividade efetiva dos pomares mesmo em áreas com bom manejo agronômico.
Além da estiagem, episódios de ventos mais fortes e a maior pressão de doenças, especialmente o greening, contribuíram para elevar a taxa de queda de frutos ainda no pé. O estresse hídrico das plantas também dificultou a recuperação dos pomares, mesmo com a ocorrência de chuvas em fases mais avançadas do ciclo.
No Triângulo Mineiro, a citricultura tem importância tanto no mercado de frutas in natura quanto no fornecimento de matéria-prima para a indústria. O cenário atual reforça a preocupação com custos de produção e rentabilidade, levando produtores a intensificar investimentos em irrigação, manejo do solo e controle fitossanitário.

Qual o triângulo mineiro que vc está falando, pois moro em Uberlândia MG, e está chovendo direto aqui.