Com o objetivo de fortalecer as estratégias de manejo da cigarrinha-do-milho – uma das principais pragas que ameaça a produtividade da cultura – as Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu) estão à frente de uma iniciativa inédita de monitoramento no Triângulo Mineiro e norte de São Paulo. Batizada de Rede Sentinela, a ação será lançada oficialmente na próxima terça-feira (27), às 8h, em Uberaba, e marca um importante passo na produção e divulgação de dados técnicos sobre a praga que compromete lavouras de milho.
O observatório foi idealizado pela Fazu em parceria com as empresas JuliAgro, ColeAgro e a startup FitoWise, reunindo também apoio de instituições como o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). A iniciativa integra academia, pesquisa e setor produtivo para gerar dados que ajudem produtores a tomar decisões mais precisas sobre manejo da praga.
O trabalho de monitoramento começou em agosto de 2025, com a instalação de armadilhas para captura da cigarrinha em lavouras nos municípios de Uberaba, Uberlândia, Contagem (MG) e Barretos (SP). Depois de avaliadas a cada 15 dias, essas armadilhas permitiram reunir os primeiros dados que serão apresentados no lançamento oficial. A partir do evento, boletins técnicos mensais com os resultados do monitoramento serão divulgados, fortalecendo o acompanhamento em tempo real da ocorrência e flutuação da praga.
O projeto também tem um forte caráter educacional: estudantes de Engenharia Agronômica da Fazu participam ativamente das atividades de campo, integrando ensino, pesquisa e extensão universitária. Além da coleta de dados, os organizadores destacam que a Rede Sentinela pode se tornar uma referência regional e um modelo para outras fronteiras agrícolas preocupadas com a sanidade do milho.
A cigarrinha-do-milho é um inseto-praga vetor de doenças como os enfezamentos que podem reduzir significativamente a produtividade das lavouras, tornando imprescindível a adoção de estratégias de monitoramento e manejo integrado. O observatório pretende oferecer informações detalhadas que auxiliem o produtor a planejar melhor suas ações no campo.
