Governo de Minas destina valor recorde de R$ 2 bilhões em crédito para a safra 2025/2026

Por meio de linhas inéditas de financiamento, BDMG vai apoiar produtores rurais, cooperativas e empresários de todo o estado

Carlos Cravinhos
Foto: Agência Minas

O Governo de Minas vai financiar o agronegócio na safra 2025/2026 com R$ 2 bilhões, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Este é o maior valor já oferecido pela instituição, sendo 40% superior em relação à última safra, quando o banco apoiou o setor com R$ 1,4 bilhão em crédito.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fará o anúncio, nesta quinta-feira (28/8), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, quando também informará as linhas de crédito que serão oferecidas ao agro por meio de iniciativas como o Plano Safra e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). O BDMG utiliza ainda recursos próprios para financiar o setor.

A atuação do Governo de Minas no agronegócio tem sido ampliada a cada ano e, no primeiro semestre de 2025, por exemplo, metade de todos os financiamentos realizados pelo BDMG foram para esse segmento, responsável por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro, segundo a Fundação João Pinheiro (FJP).

Plano Safra 

O BDMG vai disponibilizar R$ 614 milhões em sete linhas de crédito somente pelo Plano Safra, volume quase três vezes superior aos R$ 228 milhões destinados na safra 2024/2025. De forma inédita, o banco vai atuar com recursos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) Investimento, que pode ser aplicado, por exemplo, na compra de máquinas e equipamentos, recuperação de pastagens, construção ou reforma de instalações.

Já outras linhas de crédito poderão financiar a construção de armazéns para grãos, incorporação de inovação tecnológica nas propriedades rurais, transição para a agricultura sustentável, modernização, entre outras iniciativas. 

Cafeicultura valorizada 

Por meio do Funcafé, serão oferecidos, via BDMG, R$ 316 milhões para apoiar a produção do grão, em que Minas é líder nacional. O volume representa um salto de 36% em relação ao trabalhado na última safra. 

Além dos recursos, outra novidade é que o BDMG passa a operar a linha Funcafé Custeio, que financia a produção das lavouras, como a compra de sementes e adubos e secagem do café. Os valores vão chegar diretamente aos produtores ou via cooperativas de produção. 

O banco também seguirá trabalhando com as outras três linhas do Funcafé Comercialização, que permite financiar cooperativas em valor equivalente à quantidade de produto armazenado para venda futura em melhores condições de mercado; FAC, para a compra do café diretamente dos produtores rurais; e Capital de Giro. 

Desde a safra 2018/2019, o BDMG desembolsa 100% dos recursos do Funcafé destinados à instituição, volume que ultrapassa R$ 2,5 bilhões.  

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