Minas Gerais deverá registrar uma safra histórica de café em 2026, com produção estimada em mais de 32 milhões de sacas, consolidando o estado como o maior produtor do grão no Brasil. A projeção integra o primeiro levantamento oficial da safra e indica um crescimento expressivo em relação ao ciclo anterior.
De acordo com os dados, a produção mineira está estimada em 32,4 milhões de sacas, o que representa um avanço de cerca de 26% frente à safra passada. O desempenho é atribuído principalmente à bienalidade positiva da cultura do café, além de condições climáticas mais favoráveis ao longo do desenvolvimento das lavouras.
A safra de café arábica concentra a maior parte da produção estadual, respondendo por aproximadamente 31,8 milhões de sacas, enquanto o restante corresponde ao café conilon. A melhoria no regime de chuvas e temperaturas mais equilibradas contribuíram para um melhor enchimento dos grãos e aumento da produtividade média por hectare.
Outro fator determinante para o resultado foi o maior nível de investimento dos produtores em tecnologia, manejo e renovação de lavouras, o que elevou o potencial produtivo das áreas cafeeiras. Técnicas mais modernas de irrigação, adubação e controle fitossanitário também ajudaram a reduzir perdas e aumentar a eficiência no campo.
No cenário nacional, a safra brasileira de café em 2026 deverá alcançar 66,2 milhões de sacas, refletindo a recuperação da produção após um ciclo de menor rendimento. Minas Gerais responde por praticamente metade de todo o café produzido no país, mantendo papel estratégico tanto no abastecimento interno quanto nas exportações.
A expectativa é de que o desempenho positivo da safra fortaleça a renda dos produtores, estimule investimentos na cadeia cafeeira e reforce a posição do Brasil como maior produtor mundial do grão, com Minas Gerais como principal protagonista desse resultado.
