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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Agro > Queda nas exportações de açúcar em 2025 impacta usinas do Triângulo Mineiro
Agro

Queda nas exportações de açúcar em 2025 impacta usinas do Triângulo Mineiro

Região, uma das principais produtoras de cana do País, sente os efeitos da retração de 19% nos embarques brasileiros

Eloi Naves
Por
Eloi Naves
Publicado 8 de janeiro de 2026, 6:00
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A queda de 19,3% nas exportações brasileiras de açúcar em 2025 acendeu um sinal de alerta para o setor sucroenergético do Triângulo Mineiro, uma das áreas mais estratégicas da cadeia da cana-de-açúcar no Brasil. No ano passado, o País exportou 30,864 milhões de toneladas do produto, volume significativamente inferior às 38,24 milhões de toneladas registradas em 2024.

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A retração no comércio internacional afetou diretamente regiões com forte concentração de usinas, como o Triângulo Mineiro, onde a produção de açúcar e etanol exerce papel central na geração de empregos, renda e arrecadação municipal.

Região estratégica na produção sucroenergética

O Triângulo Mineiro concentra algumas das maiores áreas de cultivo de cana-de-açúcar de Minas Gerais e possui um parque industrial relevante, com usinas integradas que produzem açúcar, etanol e bioenergia. Municípios como Canápolis e Carneirinho dependem fortemente do desempenho do setor sucroenergético para sustentar suas economias locais.

Com a queda das exportações em 2025, parte da produção que tradicionalmente teria como destino o mercado externo precisou ser redirecionada ao mercado interno ou armazenada, pressionando margens e exigindo maior cautela na gestão comercial das usinas.

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Preços internacionais pressionam a rentabilidade

Além da redução no volume exportado, o setor enfrentou preços internacionais mais baixos, o que impactou diretamente a rentabilidade da produção regional. Mesmo com ganhos de eficiência agrícola e industrial, as usinas do Triângulo Mineiro sentiram a combinação negativa entre menor demanda externa e valores menos atrativos no mercado global.

A concorrência de grandes produtores internacionais também contribuiu para um ambiente mais competitivo, limitando o espaço do açúcar brasileiro em alguns mercados tradicionais.

Efeitos econômicos na região

A queda na receita com exportações refletiu no planejamento financeiro das usinas e na cadeia produtiva local, que envolve fornecedores de insumos, transportadoras, prestadores de serviço e trabalhadores rurais. Em uma região onde o setor sucroenergético está entre os maiores empregadores formais do agronegócio, o desempenho mais fraco das exportações tende a gerar impactos indiretos sobre a economia regional.

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Expectativas para o próximo ciclo

Apesar do cenário adverso em 2025, o setor mantém expectativa de recuperação gradual, apoiada em ajustes de mercado, diversificação da produção e maior foco em etanol e bioenergia. No Triângulo Mineiro, as usinas seguem apostando em eficiência, tecnologia e planejamento para atravessar um período de maior volatilidade no mercado internacional de açúcar.

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