Clima e Custos Desafiam a Safra de Laranja no Triângulo Mineiro

Estiagem prolongada e avanço do greening encarecem a produção de laranja nas cidades do Triângulo Mineiro, exigindo cautela e novas estratégias no campo

Hosa Freitas
Foto: Divulgação - Senar

Uberlândia – O agronegócio regional vive um momento de forte transição e vigilância. As últimas estimativas para a safra de citros, especialmente a laranja, acenderam o sinal de alerta para os produtores de São Paulo e do Triângulo Mineiro. A perspectiva de uma produtividade menor para a atual temporada coloca no centro das atenções dois fatores decisivos para a rentabilidade no campo. Primeiro o impacto do clima e segundo a pressão dos custos de insumos.

Junto com o estado paulista, o Triângulo Mineiro integra a principal região produtora de laranja do país, o chamado Cinturão Citrícola. Municípios como Frutal, Comendador Gomes, Uberaba e Campo Florido destacam-se pela alta capacidade de produção, atendendo tanto o mercado de fruta fresca quanto as grandes indústrias de suco concentrado para exportação. No entanto, o cenário recente tem exigido cautela extrema dos citricultores.

O Peso do Clima e os Custos de Manejo

Entre os principais fatores apontados para a queda no rendimento das lavouras estão as oscilações climáticas rigorosas com períodos prolongados de estiagem e altas temperaturas nas fases cruciais de florescimento e enchimendo dos frutos.

Somado ao desafio meteorológico, o setor enfrenta o avanço do greening (dragão amarelo), doença que ataca os pomares e exige investimentos pesados em manejo preventivo, controle do inseto vetor e renovação de áreas afetadas. Essa necessidade contínua de pulverização e cuidado sanitário encarece a planilha de insumos, pressionando a margem do produtor em um momento de colheita mais enxuta.

Gestão e Planejamento para Sustentar o Setor

Apesar dos gargalos, o Triângulo Mineiro mantém sua posição de relevância estratégica na citricultura nacional. A busca por eficiência no uso da água através de irrigação, o investimento em biotecnologia e o monitoramento rigoroso das pragas têm sido as principais ferramentas dos produtores locais para atravessar o período de transição com sustentabilidade financeira.

Para os próximos meses, a expectativa do mercado gira em torno do comportamento do clima e da capacidade de resposta do setor industrial frente aos preços praticados para a caixa de laranja, em uma equação onde o planejamento de custos definirá quem sairá fortalecido ao final da safra.

Fonte: Faeng/ IMA/ Emater/MG

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