Cemig investe R$ 6,6 bilhões para expandir rede elétrica no campo em Minas Gerais

Programa Cemig Agro constrói subestações, amplia redes trifásicas e reduz tempo de atendimento a produtores rurais em Minas Gerais

Sirley de Araújo
Foto: Divulgação - Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) avança na expansão da infraestrutura elétrica rural em todo o Estado. A empresa destina R$ 11 bilhões ao Programa Cemig Agro entre os anos de 2023 e 2027. Até o momento, a concessionária já aplicou R$ 6,6 bilhões em obras de ampliação, melhorias e modernização do sistema. Além disso, a diretoria planeja um novo ciclo de aportes entre 2028 e 2033 com recursos equivalentes ou superiores aos atuais.

Historicamente, a distribuidora priorizava os grandes centros urbanos em seus investimentos. No entanto, o forte avanço do agronegócio exigiu uma mudança estratégica. Atualmente, mais de 1,3 milhão de clientes da companhia vivem em áreas rurais. Desses consumidores, cerca de 465 mil atuam diretamente na produção agrícola, pecuária e agroindustrial.

Obras de infraestrutura e metas de entrega

A meta do programa prevê a entrega de 200 novas subestações de alta tensão até o final de 2027. Por essa razão, os trabalhos seguem em ritmo acelerado. Até o momento, cerca de 150 unidades já foram entregues, restando 50 para conclusão entre 2026 e 2027. Até dezembro de 2025, os recursos do Cemig Agro viabilizaram a construção de 57 subestações e a ampliação de outras 28 estruturas. Simultaneamente, as equipes energizaram mais de 1,82 mil quilômetros de linhas de alta tensão.

Para melhorar a distribuição de energia no campo, a Cemig instalou 5.324 religadores automáticos. As equipes também construíram 11.347 quilômetros de redes trifásicas rurais. Além disso, a empresa aplicou cerca de 18 mil religadores em circuitos monofásicos para reduzir interrupções no fornecimento.

A concessionária destinou mais de R$ 70 milhões para ações de manutenção da rede existente. Por conta desse aporte, a instituição contratou 220 eletricistas por concurso público e implantou 76 novas bases operacionais. Consequentemente, a estrutura reduziu o tempo médio de restabelecimento do serviço em duas a três horas. A empresa também descentralizou a gestão em seis superintendências regionais para aproximar a diretoria da realidade local.

Planejamento e avaliação do setor produtivo

Para o ciclo entre 2028 e 2033, o plano foca em mapear áreas com forte vocação agrícola. A intenção é antecipar a demanda de carga elétrica antes mesmo das solicitações formais dos produtores. Conforme explica Cicéli Martins, a prioridade é chegar com energia com antecedência. “A gente quer antecipar a perspectiva de utilização de energia elétrica em determinados lugares que já têm vocações para determinadas culturas, de forma que a gente chegue antes. Esse é o nosso grande desafio para o próximo ciclo”, reforça.

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