Quem passa pelo Parque Fernando Costa, em Uberaba, tem a oportunidade de mergulhar em dois séculos de história da pecuária nacional. Até o mês de dezembro, o Museu do Zebu apresenta a mostra “Zebu 200: raiz tropical, futuro global”, uma exibição que celebra o bicentenário da chegada da raça ao território brasileiro. O objetivo central é traçar um paralelo entre a herança do passado e os desafios modernos de sustentabilidade no campo.
A iniciativa faz parte da 41ª Mostra do Museu do Zebu Edilson Lamartine Mendes e teve sua estreia durante a última ExpoZebu. Além de destacar a evolução genética das raças, o evento reforça como o Zebu se tornou um pilar para a segurança alimentar no mundo todo. Dessa forma, a exposição evidencia que a produtividade e o respeito ao meio ambiente caminham juntos na pecuária contemporânea.
Conexão entre gerações e sustentabilidade
A presidente do Conselho Deliberativo do MuZe (Museu do Zebu), Ana Cláudia Mendes Souza, explica que o objetivo é oferecer um novo olhar sobre a produção de alimentos. “A mostra quer apresentar um novo olhar sobre a pecuária brasileira ao conectar a história da chegada do gado Zebu ao Brasil com o futuro sustentável e global da produção de alimentos”, afirma.
A princípio, a trajetória de importadores, criadores e mascates ganha destaque no acervo. Nesse sentido, segundo Souza, a exposição promove uma experiência imersiva que une o legado dos antigos produtores ao trabalho das novas gerações. Dessa maneira, a presidente completa: “O mais importante é respeitar a trajetória da nossa pecuária e reconhecer a importância daquele Zebu que chegou ao Brasil há mais de 200 anos. Afinal, essa história está diretamente ligada à sustentabilidade”.
Memória e identidade regional
O projeto conta com curadoria da historiadora Maria Antonieta Borges e de Eliane Marquez. Para as especialistas, a preservação dessa memória é vital para Uberaba. A cidade se transformou de um entreposto comercial em um dos maiores polos mundiais da pecuária zebuína graças a esse desenvolvimento genético.
Além do valor histórico, a exposição gera identificação em visitantes de todas as idades. Maria Goretti dos Santos, supervisora administrativa do museu, relata que o público se emociona ao percorrer as galerias. “É emocionante ver essa união entre gerações, desde as crianças até os mais idosos. Cada pessoa consegue se enxergar em alguma parte da mostra”, destaca a supervisora.
Interessados em conhecer a história que revolucionou o campo podem visitar o museu em Uberaba até dezembro. O acervo inclui obras, documentos históricos e conteúdos produzidos por pesquisadores dedicados à evolução da raça.

