O número de descargas atmosféricas registradas em Minas Gerais apresentou alta de 21% em 2025, em comparação com o ano anterior, ampliando os desafios para a operação da rede elétrica no estado.
O crescimento das ocorrências de raios tem impacto direto na interrupção do fornecimento de energia, exigindo respostas mais rápidas e maior robustez da infraestrutura.

Ao longo do ano passado, foram contabilizadas cerca de 1,9 milhão de descargas atmosféricas em Minas Gerais. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os registros ultrapassaram 200 mil ocorrências, com aproximadamente 1,9 mil raios atingindo a capital. O aumento da incidência está diretamente associado a falhas pontuais no sistema elétrico, principalmente durante períodos de chuvas intensas.
Diante desse cenário, a Cemig intensificou o monitoramento climático e ampliou as ações preventivas. Em 2025, a companhia emitiu mais de 15,6 mil alertas meteorológicos, utilizados para antecipar riscos, mobilizar equipes de manutenção e reduzir o tempo de restabelecimento do fornecimento de energia em áreas afetadas.
Como resposta estrutural ao avanço das descargas atmosféricas, a empresa mantém um plano de investimentos voltado ao fortalecimento da rede elétrica. Entre 2023 e 2027, estão previstos R$ 21,9 bilhões em aportes, destinados à modernização do sistema, automação da rede, substituição de equipamentos e ampliação da manutenção preventiva. No ciclo anterior, entre 2018 e 2022, os investimentos somaram R$ 7,2 bilhões.
A Cemig também opera um centro próprio de monitoramento meteorológico, com radares e sistemas de acompanhamento em tempo real, permitindo prever tempestades e agir de forma antecipada. O objetivo é reduzir os impactos dos raios sobre o sistema elétrico, garantindo maior estabilidade no fornecimento e segurança para a população.
