O senador mineiro Cleitinho (Republicanos), eleito em 2022 com mais de 4,2 milhões de votos e hoje um dos nomes mais influentes da direita no estado, começou a articular a construção de uma candidatura do irmão gêmeo e atual prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, ao Senado Federal nas eleições de 2026.
A movimentação envolve conversas com lideranças do Republicanos, aproximação com prefeitos do Centro-Oeste mineiro e o início de uma estratégia pública que Cleitinho já dá sinais de que pretende adotar. Em vídeos recentes, o senador tem repetido o bordão:
Se um Cleitinho incomoda, imagine dois.”
Nos bastidores, o slogan é tratado como um recado direto sobre a intenção de impulsionar Gleidson à disputa majoritária.

Duas vagas ao Senado elevam a disputa em Minas
Minas Gerais terá duas vagas ao Senado em jogo em 2026 — cenário que aumenta a competitividade e abre espaço para arranjos dentro da direita. Gleidson Azevedo que comanda Divinópolis e mantém forte presença política regional, surge como um nome viável para compor a chapa apoiada por Cleitinho.
Aliados avaliam que o desempenho administrativo de Gleidson e sua projeção recente reforçam o plano de ele se tornar um dos candidatos competitivos na disputa estadual.
Cleitinho é cotado para disputar o governo de Minas
Além de projetar o irmão, Cleitinho também aparece como um dos nomes mais citados para a disputa ao Governo de Minas em 2026. Caso decida concorrer, poderá fortalecer ainda mais a possível candidatura de Gleidson Azevedo ao Senado, formando uma dobradinha estratégica para atrair o eleitorado conservador.
Se optar por não disputar o governo, Cleitinho tende a apoiar nomes da direita — como Matheus Simões mencionado em articulações internas — e continuar no Senado, já que seu mandato segue até 2030.
Republicanos observa crescimento do grupo Azevedo
Internamente, o Republicanos acompanha o movimento com atenção. O avanço simultâneo de Cleitinho e Gleidson pode consolidar a sigla como uma das principais forças da direita mineira em 2026, especialmente entre eleitores que buscam nomes fora da política tradicional.
Atualmente filiado ao Novo, mesmo partido do governador Romeu Zema, Gleidson Azevedo é visto como um quadro em ascensão no Centro-Oeste mineiro. No entanto, em uma eventual candidatura ao Senado, ele poderia migrar para o Republicanos, sobretudo porque o governo de Minas já se alinhou em torno da pré-candidatura de Marcelo Aro para uma das vagas ao Senado em 2026.
A expectativa entre aliados é que a possível dobradinha dos irmãos Azevedo, um já consolidado no cenário estadual e outro em projeção crescente, fortaleça o Republicanos e amplie seu espaço na disputa majoritária.
Entenda a Conjuntura
A conjuntura, porém, é mais complexa. Caso Gleidson Azevedo entre como um dos nomes da direita ao Senado, ele passa a disputar espaço com figuras já colocadas no tabuleiro, como Marcelo Aro, Caporezzo e o presidente do PL em Minas, Domingos Sávio — além de Maurício do Vôlei e Edésio de Oliveira (pai de Nikolas Ferreira), que também passou a ser ventilado como possibilidade dentro do PL. O cenário fica ainda mais embolado porque Jair Bolsonaro já afirmou que o partido pretende lançar duas candidaturas ao Senado no estado. Nos bastidores, a avaliação é direta: quanto mais nomes a direita lançar, maior o risco de não eleger nenhum senador em Minas. Essa disputa interna só ganha força se Cleitinho decidir não entrar na corrida pelo Governo de Minas, o que ampliaria sua atuação nos bastidores para impulsionar o irmão. Enquanto isso, a esquerda segue buscando um palanque unificado para 2026, o que adiciona mais incerteza às articulações.


