As cenas de torcedores ocupando a Avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia, durante a final da Libertadores voltaram a acender um alerta político no início desta semana. O vereador Queijinho retomou a articulação para tirar as comemorações esportivas da principal avenida da cidade e transferi-las para espaços oficiais preparados pela Prefeitura.
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A movimentação ocorre depois do tumulto registrado no último sábado, quando o fluxo da Rondon foi travado por torcedores, gerando reclamações de motoristas, comerciantes e moradores. O episódio reacendeu um debate antigo dentro da Câmara: como conciliar a festa da torcida com a segurança e a mobilidade urbana.
As pessoas precisam, sim, de um local para isso, mas Uberlândia hoje não oferece um espaço oficial preparado”, disse o vereador.
Proposta volta ao debate
Queijinho tenta ressuscitar uma proposta de 2023, que recebeu parecer contrário na época, mas que agora encontra ambiente mais favorável. O vereador acionou interlocutores no Executivo para rediscutir o texto e buscar apoio político.
Pelo projeto, as comemorações seriam direcionadas a espaços amplos e seguros, como:
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Área externa do Teatro Municipal;
Estacionamento e entorno do Parque do Sabiá;
Outros locais que permitam grandes concentrações sem comprometer o trânsito.
A ideia é criar “arenas oficiais de celebração” em dias de finais de campeonatos, como Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão.
Resistências internas
Apesar do tema ganhar força, o debate divide. Vereadores próximos a torcidas organizadas temem desgaste político. Por outro lado, setores da Settran e da Segurança Pública defendem a mudança, argumentando que a falta de organização aumenta o risco de acidentes.
Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro. Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.