O cenário político mineiro para 2026 passou por um movimento que pode ser decisivo nos últimos dias. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Nikolas Ferreira, intensificou as conversas para apoiar o vice-governador Matheus Simões na disputa pelo governo de Minas. O gesto público de construção conjunta reposiciona o PSD como protagonista na direita e, ao mesmo tempo, isola o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, que vinha tentando se consolidar como alternativa no campo conservador.
A avaliação interna é de que Simões apresenta maior capacidade de articulação, diálogo com prefeitos e atuação mais alinhada ao núcleo que orbita o bolsonarismo. Cleitinho, apesar da popularidade nas redes e do apelo direto com segmentos da direita, enfrenta resistências em negociações mais amplas, especialmente entre lideranças que consideram seu estilo incompatível com a costura de alianças mais robustas.
Aproximação do PL e efeitos imediatos
Dentro do PL, a leitura é de que o partido precisa caminhar com um nome competitivo e com lastro administrativo. A presença recorrente de Simões em agendas com aliados do bolsonarismo e a interlocução direta com Nikolas Ferreira reforçaram o entendimento de que o vice-governador é o melhor nome do campo conservador para 2026.
Com isso, Cleitinho Azevedo perde espaço na construção estratégica da direita. A articulação em torno de Simões é vista como a consolidação de um “projeto único” para fortalecer o bloco conservador mineiro.
Tabuleiro do Senado se reorganiza
A mudança afeta diretamente a corrida pelas duas vagas do Senado. Com o PL integrando a chapa de Simões, cresce a expectativa de que o partido indique Domingos Sávio como seu candidato ao Senado. O movimento praticamente retira da disputa o deputado estadual Cristiano Caporezzo, que vinha sendo mencionado como alternativa, mas que perde força com a preferência clara por Sávio.
A outra vaga da chapa já está definida: será ocupada por Marcelo Aro, do PP, atual secretário de Governo de Minas e nome de confiança do núcleo administrativo do Estado.

Supostamente, Cleitinho evita disputa ao governo e mira estabilidade no Senado
Pessoas próximas a Cleitinho Azevedo afirmam que o senador nunca demonstrou grande entusiasmo em disputar o governo de Minas em 2026. Internamente, ele já confidenciou a aliados que avalia não ser o melhor momento para assumir um estado em grave crise fiscal. Minas Gerais enfrenta uma dívida próxima de 180 bilhões de reais e atravessa discussões decisivas, como a aprovação do Propag, programa que envolve a renegociação desse passivo com a União.
O receio de herdar um cenário econômico tão complexo pesaria na avaliação de Cleitinho, que prefere, neste momento, garantir sua estabilidade no Senado.
Lula, Pacheco e o movimento da esquerda
Enquanto a direita se reposiciona, a esquerda também organiza seu tabuleiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve comunicar hoje ao ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, sua decisão de indicar Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A movimentação reforça a cobrança para que Pacheco aceite disputar o governo de Minas em 2026, garantindo ao presidente um palanque estratégico no estado.
Caso Pacheco opte por não concorrer, duas alternativas são discutidas internamente no governo federal. O ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, surge como opção natural, por sua musculatura política no Estado. Outra possibilidade é a prefeita de Contagem ,Marília Campos, que tem forte capilaridade na Região Metropolitana.
Conclusão: Simões cresce, Cleitinho se isola e o jogo de 2026 se define
Com o PL caminhando para se alinhar a Simões, o vice-governador ganha força e passa a liderar a reorganização da direita em Minas. Cleitinho, por sua vez, perde espaço na costura majoritária e deve se concentrar em manter sua posição no Senado. Ao mesmo tempo, Lula pressiona por uma definição na esquerda, contando com Pacheco como sua prioridade para construir um palanque forte no Estado.




Pelo amor de Deus, nao acredito que o PL fará isso… tudo menos Simões…..