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Poder

Projeto Antifacção: como votaram os deputados do Triângulo Mineiro

Resistências, alinhamentos e recados políticos no território

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 20 de novembro de 2025, 9:24
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O avanço do PL Antifacção na Câmara, aprovado por 370 votos a 110, expôs não apenas a divisão entre governo e oposição, mas também os movimentos internos da bancada mineira — especialmente no Triângulo Mineiro, onde a disputa por protagonismo regional já começou a influenciar 2026.

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O texto relatado por Guilherme Derrite (PL), alvo de críticas do governo por sua condução e por alterações sucessivas no relatório — foram seis versões — acabou aprovado com placar folgado. Mas o comportamento da bancada do Triângulo mostra nuances importantes.

A seguir, o recorte regional e como cada deputado votou:

Ana Paula Leão (PP) – Uberlândia

Voto: Sim
A deputada manteve alinhamento ao PP e ao campo conservador mineiro. O voto reforça seu trânsito com setores mais duros da segurança pública em Uberlândia.

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André Janones (Avante) – Ituiutaba

Voto: Não
Janones acompanha integralmente o governo Lula na pauta. O voto contraria a posição majoritária da bancada mineira e o isola entre os parlamentares da região que se opuseram ao projeto.

Dandara (PT) – Uberlândia

Voto: Não
Postura coerente com a orientação do PT e com o núcleo aliado ao Planalto. Para Dandara, o texto relatado por Derrite representava riscos de abuso e fragilização das garantias legais.

Greyce Elias (Avante) – Patrocínio

Voto: Sim
Greyce rompe com parte de sua bancada e vota com a maioria, num movimento que tenta recompor pontes com o eleitorado conservador do Alto Paranaíba.

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Maurício do Vôlei (PL) – Iturama

Voto: Sim
Seguiu a orientação do PL e manteve coerência com seu histórico de votos em pautas de segurança pública.

Weliton Prado (Solidariedade) – Uberlândia

Voto: Sim
Um dos nomes mais tradicionais da região, votou com a maioria e reforçou posição alinhada ao endurecimento contra facções criminosas.

Zé Silva (Solidariedade) – Iturama

Voto: Sim
Com base espalhada por todo o Triângulo e Alto Paranaíba, Zé Silva acompanhou a posição favorável ao projeto.

Zé Vitor (PL) – Araguari

Voto: Sim
Tem presença consolidada no Triângulo e manteve alinhamento ao PL, reforçando o bloco pró-projeto.

O que é o PL Antifacção

O projeto — apelidado de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado — atualiza instrumentos de investigação, punibilidade e enfrentamento a facções criminosas no país. Entre os pontos centrais, estão:

  • Regras mais duras para organizações criminosas estruturadas;
  • Fortalecimento de instrumentos de investigação, como infiltração de agentes e captação ambiental;
  • Ampliação de penas em crimes ligados a facções;
  • Medidas mais rígidas para líderes e integrantes considerados de alta periculosidade;
  • Possibilidade de ações integradas entre forças de segurança estaduais e federais.

O governo Lula resistiu ao texto por considerar que algumas mudanças propostas pelo relator Guilherme Derrite poderiam abrir brechas para abusos e ampliar excessos no processo penal. Já a oposição defendeu o projeto como resposta ao avanço de facções em vários estados.


Conteúdo faz parte da Coluna Poder, assinada por Adelino Júnior, que acompanha os bastidores da política no Triângulo Mineiro.
Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (34) 99791-0994.

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