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Regionalzão Notícias > Notícias > Colunas do Regionalzão: opinião, política, lazer e saúde com olhar regional > Poder > Recuperação judicial do Grupo Leão usa o mesmo escritório do caso 123milhas
Poder

Recuperação judicial do Grupo Leão usa o mesmo escritório do caso 123milhas

Mesma banca responsável por grandes recuperações judiciais

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 24 de novembro de 2025, 6:00
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A recuperação judicial do Grupo Leão, que soma R$ 345,4 milhões em dívidas, está sendo conduzida pelo mesmo escritório jurídico nomeado no caso da 123milhas: a banca Paoli Balbino & Balbino Sociedade de Advogados, CNPJ 22.714.890/0001-36.

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A confirmação consta na própria decisão judicial do processo, em que o juiz destaca:

MANTENHO como Administradora Judicial a sociedade especializada PAOLI BALBINO & BALBINO SOCIEDADE DE ADVOGADOS.”

O escritório, que já atuou como Administrador Judicial em uma das maiores recuperações judiciais recentes do país — a 123milhas — passa a conduzir também o processo do Grupo Leão, reforçando o peso técnico e a complexidade da reestruturação.

Por que isso importa

Em processos de recuperação judicial, o histórico do escritório responsável diz muito sobre a dimensão, o nível de organização e o perfil de condução esperado ao longo das negociações. No caso do Grupo Leão, a presença de uma banca experiente em grandes colapsos empresariais sugere que o processo tende a seguir um modelo mais técnico, com forte interlocução junto a bancos, cooperativas e credores comerciais.

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No caso da 123milhas, o escritório enfrentou uma das maiores quebras do setor de turismo no Brasil, envolvendo centenas de milhares de consumidores, bloqueios judiciais e uma disputa complexa com credores.

Impactos no caso do Grupo Leão

O envolvimento da mesma estrutura jurídica nesses processos indica que:

  • o plano de recuperação deve seguir padrões mais rígidos e bem estruturados;
  • credores podem esperar uma condução profissionalizada, com fases bem definidas;
  • a negociação com bancos públicos, cooperativas e multinacionais tende a ser central;
  • o processo pode ser mais longo, semelhante aos modelos adotados em grandes RJs nacionais.

O Grupo Leão possui uma lista de credores que inclui BASA, Banco do Brasil, Caixa, Sicoob e fornecedores internacionais como Sumitomo e Agrex, configurando uma recuperação judicial com forte presença de agentes de grande porte.

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Repercussões para o Triângulo Mineiro

A presença do escritório responsável por casos de alcance nacional conecta o processo do Grupo Leão a uma rede maior de recuperações emblemáticas. Isso amplia o interesse de investidores, credores e analistas e, ao mesmo tempo, coloca o caso sob atenção de bastidores políticos, já que o grupo é ligado a uma das figuras mais influentes da região.

O desdobramento também sinaliza que fornecedores locais e credores regionais — como a Liberali Serviços Empresariais, de Uberlândia — podem enfrentar negociações robustas e prazos prolongados, a depender do plano a ser apresentado.

Próximos passos

O plano de recuperação judicial será apresentado em breve e passará pela análise do administrador judicial e posteriormente pela assembleia de credores, onde bancos e cooperativas terão papel decisivo. A experiência do escritório à frente pode influenciar diretamente na formatação desse plano e no ritmo do processo.

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