A recuperação judicial do Grupo Leão, que soma R$ 345,4 milhões em dívidas, está sendo conduzida pelo mesmo escritório jurídico nomeado no caso da 123milhas: a banca Paoli Balbino & Balbino Sociedade de Advogados, CNPJ 22.714.890/0001-36.
A confirmação consta na própria decisão judicial do processo, em que o juiz destaca:
MANTENHO como Administradora Judicial a sociedade especializada PAOLI BALBINO & BALBINO SOCIEDADE DE ADVOGADOS.”
O escritório, que já atuou como Administrador Judicial em uma das maiores recuperações judiciais recentes do país — a 123milhas — passa a conduzir também o processo do Grupo Leão, reforçando o peso técnico e a complexidade da reestruturação.
Por que isso importa
Em processos de recuperação judicial, o histórico do escritório responsável diz muito sobre a dimensão, o nível de organização e o perfil de condução esperado ao longo das negociações. No caso do Grupo Leão, a presença de uma banca experiente em grandes colapsos empresariais sugere que o processo tende a seguir um modelo mais técnico, com forte interlocução junto a bancos, cooperativas e credores comerciais.
No caso da 123milhas, o escritório enfrentou uma das maiores quebras do setor de turismo no Brasil, envolvendo centenas de milhares de consumidores, bloqueios judiciais e uma disputa complexa com credores.
Impactos no caso do Grupo Leão
O envolvimento da mesma estrutura jurídica nesses processos indica que:
- o plano de recuperação deve seguir padrões mais rígidos e bem estruturados;
- credores podem esperar uma condução profissionalizada, com fases bem definidas;
- a negociação com bancos públicos, cooperativas e multinacionais tende a ser central;
- o processo pode ser mais longo, semelhante aos modelos adotados em grandes RJs nacionais.
O Grupo Leão possui uma lista de credores que inclui BASA, Banco do Brasil, Caixa, Sicoob e fornecedores internacionais como Sumitomo e Agrex, configurando uma recuperação judicial com forte presença de agentes de grande porte.
Repercussões para o Triângulo Mineiro
A presença do escritório responsável por casos de alcance nacional conecta o processo do Grupo Leão a uma rede maior de recuperações emblemáticas. Isso amplia o interesse de investidores, credores e analistas e, ao mesmo tempo, coloca o caso sob atenção de bastidores políticos, já que o grupo é ligado a uma das figuras mais influentes da região.
O desdobramento também sinaliza que fornecedores locais e credores regionais — como a Liberali Serviços Empresariais, de Uberlândia — podem enfrentar negociações robustas e prazos prolongados, a depender do plano a ser apresentado.
Próximos passos
O plano de recuperação judicial será apresentado em breve e passará pela análise do administrador judicial e posteriormente pela assembleia de credores, onde bancos e cooperativas terão papel decisivo. A experiência do escritório à frente pode influenciar diretamente na formatação desse plano e no ritmo do processo.



