A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou que levará à polícia e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) um caso de homofobia no vôlei, ocorrido no último sábado (8), durante a partida entre Araguari Vôlei EVA e Praia Grande, pela Superliga B. O time da casa venceu por 3 sets a 1 no jogo realizado no ginásio Sítio do Campo, no litoral paulista.
O episódio aconteceu no quarto set, quando o ponteiro Erick Garcia comemorou um ponto em direção à arquibancada. Parte da torcida adversária reagiu com insultos homofóbicos, gritando “bicha” contra o atleta. A confusão interrompeu a partida por aproximadamente 30 minutos. Abalado, Erick relatou dores na panturrilha e precisou ser substituído. De acordo com nota oficial do Araguari Vôlei, o jogador deixou a quadra chorando e emocionalmente abalado.
Repúdio
O Araguari Vôlei condenou os ataques e cobrou providências das autoridades esportivas. Em comunicado oficial, a CBV reafirmou seu compromisso contra a discriminação e declarou que enviará relatórios ao STJD, à polícia e ao Comitê de Ética, exigindo medidas cabíveis.
“O esporte deve ser um espaço de respeito, inclusão e igualdade. Não podemos tolerar atitudes de preconceito em nenhuma circunstância”, destacou a CBV em nota.
O Araguari também se manifestou, defendendo punições rigorosas aos responsáveis.
“Sabemos que o esporte desperta emoções, mas isso não justifica discursos de ódio e intolerância. Tomaremos todas as medidas necessárias para proteger nossos atletas”, reforçou o clube mineiro.
Homofobia
A Superliga B é a segunda divisão do vôlei brasileiro e funciona como uma porta de acesso à elite do campeonato nacional. O caso destaca o preconceito no esporte, um problema recorrente em diferentes modalidades.


