A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) iniciará, nas próximas semanas, uma série de reuniões com blocos de municípios mineiros. O objetivo central é esclarecer o processo de privatização da estatal e discutir a revisão de contratos vigentes. A iniciativa surge logo após a sanção da lei que autoriza a desestatização da companhia pelo governador Romeu Zema.
Diálogo com as prefeituras
A nova presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, revelou a estratégia em entrevista recente. Segundo a executiva, o diálogo é essencial para garantir a segurança jurídica tanto da empresa quanto das prefeituras. Ela já iniciou conversas com o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luis Eduardo Falcão, para alinhar as expectativas das gestões locais.
Anteriormente, Falcão havia criticado a falta de transparência no processo. Por isso, a Copasa busca agora detalhar como a venda das ações estaduais impactará os serviços. “No processo de desestatização, o novo controlador herdará a mesma relação contratual“, afirmou Marília, reforçando que o foco é assegurar investimentos para a universalização do saneamento.
O exemplo da capital e o papel do TCE-MG
Um passo importante já foi dado em Belo Horizonte, onde a prefeitura assinou um protocolo de intenções para renovar o contrato até 2073. A capital é a principal cliente da estatal e peça-chave para o modelo de subsídio cruzado, que ajuda a financiar o saneamento em cidades menores.
Além das reuniões diretas, uma mesa de conciliação será instalada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) em fevereiro. Esse espaço servirá para aprimorar os modelos de contrato e resolver gargalos operacionais. Atualmente, 309 municípios atendidos pela Copasa ainda não possuem serviços de esgotamento sanitário, desafio que a privatização pretende solucionar.
