O Centro de Referência Nacional em Hanseníase e Dermatologia Sanitária (Credesh) notificou 172 casos de hanseníase em Uberlândia ao longo de 2025. O balanço foi divulgado pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), que integra a Rede Ebserh. Os dados reforçam a necessidade de conscientização, já que a doença ainda é um desafio de saúde pública no Brasil.
Do total de notificações registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), 66 foram casos novos. Além disso, o levantamento aponta que três desses novos diagnósticos ocorreram em menores de 15 anos. Atualmente, o Credesh acompanha 291 pacientes da macrorregião Triângulo Norte e de outras localidades pactuadas pelo SUS.
Atendimento especializado e multiprofissional
O Credesh atua como braço estratégico no controle, prevenção e reabilitação de pacientes. O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar. O grupo inclui médicos hansenólogos, fisioterapeutas, psicólogos e diversos outros especialistas.
Além da assistência direta, o centro desenvolve pesquisas para avaliar tratamentos alternativos. O objetivo é reduzir o tempo de cuidado e diminuir os efeitos adversos. Para quem sofreu sequelas, a unidade também oferece cirurgias de reabilitação e oficinas de órteses, garantindo a reinserção social dos pacientes.
Sinais de alerta e diagnóstico
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que afeta a pele e os nervos. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de casos. Por isso, identificar os sintomas rapidamente é fundamental.
Os principais sinais incluem:
- Manchas na pele com perda de sensibilidade;
- Formigamento ou dormência em mãos e pés;
- Perda de força muscular;
- Nódulos ou lesões persistentes.
Tratamento gratuito pelo SUS
O tratamento para a hanseníase é padronizado mundialmente e oferecido de forma gratuita pelo SUS. Assim que o paciente inicia a medicação, a transmissão da doença é interrompida.
Para acessar o serviço no Credesh, o cidadão deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência. Caso haja indicação, o encaminhamento é feito via sistema de regulação. Além do paciente, familiares e contatos próximos também devem passar por avaliação médica para interromper a cadeia de transmissão.
