A superlotação das salas VIP nos aeroportos brasileiros tem gerado críticas frequentes de passageiros e acendido o alerta no setor aéreo. Em resposta, companhias aéreas, administradoras de aeroportos, bancos e empresas especializadas têm ampliado os investimentos em melhorias, com foco na personalização da experiência, movimento que agora se estende também a terminais do interior, como os de Uberlândia e Uberaba, em Minas Gerais.
As queixas mais comuns nas redes sociais e em plataformas como o Reclame Aqui envolvem longas filas, espaços lotados e até a ausência de assentos disponíveis em locais que deveriam oferecer conforto e exclusividade.
Parte da pressão sobre esses serviços é atribuída à popularização dos cartões de crédito premium. A ampliação da oferta desses produtos por bancos, em busca de fidelização de clientes, elevou o número de usuários com acesso às salas VIP. Como reflexo, empresas do setor passaram a restringir o uso em horários de pico e a adotar critérios mais rígidos para entrada, especialmente em hubs como Guarulhos e Congonhas.
Mas os investimentos não se limitam aos grandes aeroportos. A Aena Brasil, concessionária que administra 11 terminais no bloco SP/MS/PA/MG, já planeja novas licitações para expansão das salas VIP em aeroportos regionais. Segundo Juan José Sánchez, diretor comercial corporativo da empresa, Uberlândia e Uberaba estão entre os terminais que deverão receber melhorias. “Esses aeroportos têm ganhado relevância no cenário doméstico e o passageiro regional também passou a exigir um padrão de conforto mais elevado”, afirma.
De acordo com Sánchez, a oferta de lounges antes restrita a voos internacionais agora se torna pauta em aeroportos com foco no mercado doméstico. “O mesmo cliente que viajava ao exterior começou a esperar o mesmo nível de serviço em rotas nacionais. A sala VIP deixou de ser um luxo para poucos e virou uma necessidade para um público cada vez mais exigente.”
Além de Congonhas e Guarulhos, os investimentos devem atingir terminais como Uberlândia, Montes Claros e Uberaba, que integram o pacote de concessões da Aena. “As salas VIP são estratégicas para o novo posicionamento desses aeroportos. O objetivo é elevar o padrão dos terminais regionais”, reforça Sánchez.
A W Premium, uma das principais operadoras de salas VIP do país, também vê espaço para expansão em aeroportos do interior. Criada em 2020, a empresa já soma 21 unidades — a maioria no Brasil, e aposta na descentralização. “Há demanda reprimida em cidades como Uberlândia e Uberaba. Com o crescimento da aviação regional, esse mercado tem muito potencial”, diz Ítalo Russo Silva, CEO do grupo.
Atualmente, 78% dos acessos às salas W Premium são realizados por meio de cartões de crédito. Em Guarulhos, por exemplo, o valor de entrada gira em torno de R$ 220 no terminal doméstico. Em 2024, a empresa espera receber 2,4 milhões de visitantes, um aumento de 20% sobre o ano anterior.
A movimentação também inclui bancos. Nubank, Itaú, BTG e Visa vêm apostando em espaços próprios e mais exclusivos. Em fevereiro, o Nubank abriu um lounge em Guarulhos, com avaliações positivas dos clientes. O Itaú, por sua vez, planeja lançar uma nova sala VIP até o fim do ano, e o BTG Pactual criou um terminal de luxo com acesso por US$ 590. A Visa, com múltiplos lounges no Terminal 3, lançou em maio o Visa Infinite Privilege Lounge, voltado ao público de altíssima renda.


E o brasil virando uma Venezuela!!!…kkkkkkkkkkk…lula 2026
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Não e ser de direita ou esquerda e ser BRASIL… E trabalhar para o povo e com o povo..que a nossa região continue crescendo sempre..amado triângulo mineiro..