A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No trimestre anterior, o indicador estava em 6,8%.
O recuo representa também uma queda de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024, quando a taxa era de 7,1%. Segundo o IBGE, trata-se do menor patamar de desocupação para um trimestre encerrado em maio desde 2014.
Ao todo, o país registrava 6,8 milhões de pessoas em busca de trabalho, 8,6% a menos do que nos três meses anteriores (7,5 milhões) e 12,3% abaixo do número observado um ano antes (7,8 milhões).
Destaques
Entre os destaques positivos do levantamento está o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que atingiu o recorde de 39,8 milhões. A alta foi de 0,5% na comparação com o trimestre anterior e de 3,7% em relação ao mesmo período de 2024.
A população ocupada chegou a 103,9 milhões, o que representa um crescimento de 1,2% frente ao trimestre anterior e de 2,5% na comparação anual. Já o nível de ocupação — proporção de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas — ficou em 58,5%, com avanço de 0,6 ponto percentual.
O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego por acharem que não encontrariam — caiu para 2,89 milhões, uma retração de 10,6% ante o trimestre anterior e de 13,1% em relação ao mesmo período do ano passado. É o menor número registrado desde 2016.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial, ficou em 14,9%. A queda foi de 0,8 ponto percentual na comparação trimestral e de 1,9 ponto em relação ao mesmo período de 2024.
Principais indicadores da Pnad Contínua:
- Taxa de desocupação: 6,2%
- População desocupada: 6,8 milhões
- População ocupada: 103,9 milhões
- População fora da força de trabalho: 66,7 milhões
- População desalentada: 2,89 milhões
- Empregados com carteira assinada: 39,8 milhões
- Empregados sem carteira assinada: 13,7 milhões
- Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões
- Trabalhadores informais: 39,3 milhões
A taxa de informalidade ficou em 37,8%, o que representa 39,3 milhões de pessoas ocupadas sem carteira assinada, sem CNPJ ou na informalidade. O índice recuou em relação aos 38,1% registrados no trimestre anterior e aos 38,6% do mesmo período do ano passado.
Segundo o IBGE, a redução na informalidade está ligada à estabilidade no número de empregados sem carteira assinada (13,7 milhões) e ao crescimento do contingente de trabalhadores por conta própria com CNPJ, que avançou 3,7%.
Dos dez grupamentos de atividade analisados, apenas o segmento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais registrou crescimento na ocupação. O IBGE atribui o resultado à sazonalidade do início do ano letivo.
O rendimento médio real habitual do trabalho ficou em R$ 3.457, valor considerado estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior e 3,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
A massa de rendimento real habitual — soma dos rendimentos de todos os ocupados — alcançou R$ 354,6 bilhões, novo recorde da série histórica. A alta foi de 1,8% frente ao trimestre anterior e de 5,8% na comparação anual.
O número de trabalhadores contribuintes para a Previdência Social também bateu recorde: 68,3 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais declararam contribuir, o maior contingente desde o início da série histórica da pesquisa.
