Quando o céu escurece e as tempestades severas atingem Minas Gerais, o rastro de destruição costuma incluir árvores sobre a fiação, postes derrubados e a interrupção do fornecimento elétrico. Nessas horas, a pergunta do consumidor é invariavelmente a mesma: “Por que a luz do vizinho voltou e a minha não?”.
A resposta reside em um protocolo técnico rígido seguido pelos centros de operação da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). Em situações atípicas, o restabelecimento não é aleatório, seguindo uma hierarquia que prioriza a segurança pública e a manutenção de serviços vitais.
Diferente do que muitos imaginam, o atendimento não segue a ordem cronológica de abertura de chamados. A estratégia é desenhada para mitigar riscos e normalizar a vida urbana de forma macro.
- Segurança da População: A primeira prioridade é eliminar situações de perigo iminente, como fios partidos no chão ou estruturas energizadas que ofereçam risco de eletrocussão.
- Serviços Críticos: Hospitais, unidades de saúde, sistemas de abastecimento de água (Copasa) e serviços de segurança e telecomunicações são os primeiros a receber a carga de volta.
- Grandes Blocos: A companhia foca em recompor troncos principais da rede. “A estratégia busca recuperar o fornecimento para o maior número possível de clientes no menor tempo, recompondo grandes blocos antes de avançar para ocorrências pontuais”, explica Ramon Cavalini, gerente do Centro de Operações da Cemig.
Nosso foco é devolver energia para o maior número de pessoas o mais rápido possível, sem abrir mão da segurança”, destaca Cavalini.

Para dar conta dos mais de 9,5 milhões de clientes em Minas Gerais, a Cemig opera com uma logística de guerra durante o período chuvoso. A estrutura conta com 503 bases operacionais espalhadas pelo estado.
Em dias de operação normal, o efetivo em campo é de 2.850 colaboradores. No entanto, em situações de crise climática extrema, a empresa tem capacidade de mobilizar mais de 8,5 mil técnicos, um salto de 290% na força de trabalho para agilizar os reparos.
Apesar da automação dos centros de controle, que conseguem identificar falhas em grandes linhas de transmissão remotamente, o registro das ocorrências locais pelos consumidores continua sendo fundamental para o mapeamento fino das equipes de campo.
Canais de Atendimento (24h):
- WhatsApp: (31) 3506-1160
- Telefone: 116
- App: Cemig Atende
“A companhia conta com um grande contingente para que a energia seja restabelecida no menor tempo possível”, afirma Thatiane Brandão, supervisora do Centro de Serviços Integrados da Cemig. Ela reforça que, em qualquer interrupção, o contato pelos canais oficiais é o caminho mais seguro para garantir que a equipe técnica visualize o problema.
