
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), por meio da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), retomou, neste mês, os leilões de sucatas inservíveis, veículos e materiais metálicos sem condições de reaproveitamento. A última edição havia ocorrido em 2018.
Os dois leilões realizados na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, movimentaram mais de 350 mil quilos de sucata ferrosa, composta por automóveis, caminhões, motocicletas e outros veículos fora de uso. Todo o material será encaminhado obrigatoriamente para reciclagem, conforme determina a Resolução nº 623/2016 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
De acordo com o superintendente de Veículos da CET-MG, Bruno Raslan, a iniciativa faz parte de uma política pública voltada à economia circular e à destinação ambientalmente correta de bens automotores.
Essas sucatas estão em um estado de deterioração tão avançado que não podem mais ser aproveitadas por ferros-velhos ou empresas de desmonte. Elas são destinadas à indústria metalúrgica, onde se transformam em fatos metálicos e retornam ao ciclo produtivo em novos produtos”, explica.
O primeiro leilão (edital nº 001/2025) ofertou 328 itens, totalizando cerca de 316 mil quilos de sucata, arrematada por R$ 0,70 o quilo. Já o segundo (edital nº 002/2025) reuniu 425 veículos, com aproximadamente 36 mil quilos, vendidos por R$ 3,25 o quilo.
Segundo o leiloeiro administrativo da CET-MG, Ricardo Philippe Xavier Magalhães, a retomada dos leilões também melhora a gestão dos pátios de apreensão.
Além de contribuir para a preservação ambiental e a limpeza urbana, o leilão representa uma ação de gestão eficiente. Ele fecha o ciclo da destinação dos veículos apreendidos e reafirma o compromisso do Estado com a sustentabilidade e a modernização do sistema de trânsito”, afirma.
A Seplag-MG destaca que a correta destinação das sucatas evita a contaminação do solo e dos lençóis freáticos por resíduos como óleos e combustíveis, além de reduzir a proliferação de vetores de doenças. A medida também devolve capacidade operacional aos pátios credenciados e reforça o compromisso do governo com práticas sustentáveis de gestão pública.


