A greve dos funcionários dos Correios, deflagrada na última quarta-feira (24), atinge as operações em Uberlândia, Uberaba e diversas cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A paralisação é por tempo indeterminado e ocorre em um momento crítico de alta demanda, pressionado pelo volume de encomendas de fim de ano.
A decisão pela greve foi tomada após assembleias da categoria rejeitarem a proposta apresentada no âmbito do TST (Tribunal Superior do Trabalho). A mediação, conduzida pelo vice-presidente do tribunal, ministro Guilherme Caputo Bastos, tentou um texto intermediário que foi submetido a votação nacional. Em Minas Gerais, os sindicatos optaram pela rejeição, levando à adesão do estado ao movimento paredista.
Entre os pontos de impasse estão a reposição da inflação, melhorias no plano de saúde e a convocação de aprovados em concurso público.
As negociações coletivas, iniciadas em 1º de agosto, não avançaram conforme o esperado pelos trabalhadores, culminando no movimento atual.
Além do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, há reflexos no Sul de Minas e em regiões do Norte, Noroeste e Centro-Oeste do estado. Cidades polo como Poços de Caldas também registram paralisação de atividades.
Apesar da greve, o serviço postal é considerado essencial. Por determinação do TST, a categoria deve manter 80% do efetivo em atividade. O sindicato afirma que está cumprindo a decisão judicial, mantendo equipes mínimas para garantir a execução de serviços urgentes. A entidade ressalta que o movimento segue os trâmites legais e que novas rodadas de negociação dependem de avanços nas tratativas com a estatal.
Em nota, a direção dos Correios informou que as agências devem permanecer abertas durante o período de greve. A empresa alertou, contudo, que a distribuição de correspondências e encomendas pode sofrer atrasos, variando de acordo com a adesão dos carteiros e atendentes em cada localidade.

