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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Cotidiano > Homem que jogou enteado do 5º andar é condenado a 21 anos de prisão em Patos de Minas
Cotidiano

Homem que jogou enteado do 5º andar é condenado a 21 anos de prisão em Patos de Minas

Criança de 4 anos sobreviveu à queda de 15 metros com ferimentos leves; defesa alegou acidente, mas júri reconheceu intenção de matar

Carlos Cravinhos
Por
Carlos Cravinhos
Publicado 27 de janeiro de 2026, 10:51
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O Tribunal do Júri de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, condenou Eduardo Henrique Portilho a 21 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, por tentativa de homicídio qualificado contra o próprio enteado, uma criança de 4 anos.

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O crime, que chocou a cidade mineira, aconteceu em 10 de maio de 2025, quando o menino foi arremessado da janela do quinto andar de um prédio residencial.

Segundo a sentença, os jurados acataram a tese da acusação de que houve dolo (intenção de matar), rejeitando a versão da defesa de que a queda teria sido acidental. O réu foi condenado por homicídio tentado qualificado, com agravantes como motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Eduardo arremessou a criança de uma altura aproximada de 15 metros. Apesar do impacto, o menino sobreviveu e sofreu apenas ferimentos leves, fato considerado atípico dada a gravidade da queda.

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No dia do ocorrido, a mãe da criança relatou à polícia que o padrasto havia dado banho no menino e os dois brincavam na sala enquanto ela se dirigiu ao banheiro. A mulher afirmou ter ouvido o filho gritar: “Não, mano, não, mano!”.

Instantes depois, Eduardo a chamou alegando que o menino havia caído. Ao descer ao pátio do condomínio, a mãe encontrou o filho consciente. Segundo o depoimento dela, a própria criança relatou ter sido jogada pelo padrasto.

Testemunhas ouvidas durante o inquérito corroboraram a versão da acusação. Vizinhos afirmaram ter escutado uma discussão no apartamento momentos antes do barulho do impacto e dos gritos. Uma vizinha relatou ter visto o homem segurando a criança pelo braço para fora da janela antes de soltá-la.

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Logo após a queda, Eduardo Henrique Portilho tentou deixar o local, mas foi contido por moradores e funcionários na portaria do condomínio até a chegada da Polícia Militar.

Desde a época da prisão em flagrante, e sustentada durante o julgamento, a versão do réu foi a de que ele brincava com a criança próxima à janela, mostrando a vista da cidade, quando o menino teria escorregado acidentalmente. A tese não convenceu o Conselho de Sentença.

Como o crime não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade do agente no caso, a sobrevivência da vítima, a pena foi fixada considerando a tentativa de homicídio. Da decisão, ainda cabe recurso por parte da defesa.

Foto: Reprodução/Instagram

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