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Regionalzão – Maior portal do interior de Minas > Notícias > Cotidiano > Justiça nega liberdade a médica acusada de homicídio em Uberlândia
Cotidiano

Justiça nega liberdade a médica acusada de homicídio em Uberlândia

Decisão da 3ª Vara Criminal aponta 'risco social' e mantém prisão preventiva de Claudia Soares Alves, também acusada por sequestro de bebê; defesa aguarda julgamento de recurso no STJ

Carlos Cravinhos
Por
Carlos Cravinhos
Publicado 3 de março de 2026, 13:56
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A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de liberdade da médica Claudia Soares Alves, acusada de envolvimento no assassinato da farmacêutica Renata Bocatto Derani, ocorrido em Uberlândia. Na decisão, publicada no último domingo (1º), o magistrado manteve a prisão preventiva da investigada e de seu vizinho, Paulo Roberto Gomes da Silva, também réu no processo.

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Ao indeferir o pedido, o juiz Dimas Borges de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia, fundamentou a manutenção da custódia na necessidade de garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Para o magistrado, a soltura dos acusados representaria um “risco social” diante da gravidade dos crimes imputados.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado pelo desejo de Claudia de assumir a guarda da filha de Renata. A médica mantinha um relacionamento com o ex-marido da vítima, que rompeu a união após notar comportamentos obsessivos por parte da investigada.

O inquérito aponta que Claudia apresentava um “desejo compulsivo” pela maternidade. O delegado Eduardo Leal, responsável pelo caso, afirmou que a médica já havia tentado adoções fraudulentas e chegado a oferecer dinheiro para comprar um recém-nascido na Bahia.

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Claudia Soares Alves, que é neurologista e ex-professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), já possuía histórico criminal recente. Em 2024, ela foi presa em flagrante após sequestrar uma recém-nascida no Hospital de Clínicas da UFU (HC-UFU).

Naquela ocasião, a médica utilizou documentos falsos para tentar registrar a criança como sua filha. Ela respondia a esse processo em liberdade desde março de 2025, mas voltou a ser detida em novembro do mesmo ano após o envolvimento na morte de Renata Bocatto Derani.

A primeira audiência de instrução do caso foi agendada para o dia 13 de março de 2026, às 15h, no Fórum de Uberlândia. Na ocasião, serão ouvidas as testemunhas de acusação, defesa e os réus.

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  • Defesa de Claudia Soares Alves: O advogado Vladimir Alves de Rezende informou que aguarda o julgamento de um habeas corpus protocolado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), após pedido semelhante ter sido negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
  • Defesa de Paulo Roberto: A advogada Consuelo Pupulin Rocha foi procurada, mas não atendeu aos chamados da reportagem até o fechamento desta edição.

Claudia permanece detida na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga. Paulo Roberto, acusado de fornecer apoio logístico e adulterar sinal identificador de veículo, está preso no Presídio Professor Jacy de Assis.

Foto: Reprodução/Instagram
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