A Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão imediata de uma festa com churrasco e shows artísticos que coincidiria com a eleição da diretoria do Clube de Campo Beira Rio, em Ituiutaba. A decisão, que atendeu a um pedido da oposição, considerou que o evento festivo comprometeria a lisura do pleito agendado para o próximo domingo (14).
No entanto, uma audiência de conciliação realizada na tarde de quinta-feira (11) abriu caminho para uma nova resolução: as chapas concorrentes negociam o adiamento total das eleições.
A disputa judicial envolve a Chapa 2, liderada por Claudio Andraus Borges, e a atual gestão, representada pela Chapa 1, do presidente Hermano Bernardes de Andrade Freitas, com sucessão de Jayme Moraes.
Na decisão liminar proferida no dia 4 de dezembro, o juiz Antônio Félix dos Santos, da 2ª Vara Cível de Ituiutaba, acolheu os argumentos da oposição de que a realização da “festa da final do campeonato” no mesmo dia da votação criaria um desequilíbrio de forças.
O evento, organizado pela atual diretoria, previa shows e consumo de bebidas alcoólicas, o que, segundo o magistrado, é “intrinsecamente incompatível com a serenidade, a reflexão e a imparcialidade” exigidas no ato de votar.
Em seu despacho, o juiz utilizou como parâmetro a “Lei Seca” aplicada em eleições oficiais para justificar a necessidade de sobriedade no ambiente de escolha dos associados. A decisão determinou:
- Suspensão imediata da festa ou eventos promocionais no dia 14 de dezembro;
- Proibição do uso da máquina (bens, verbas e redes sociais do clube) para promoção exclusiva da atual gestão;
- Transparência, exigindo a entrega da lista de associados aptos e suspensos, além de dados financeiros do clube.
- A oposição alegou que o estatuto do clube apresentava omissões graves sobre o rito eleitoral e que a falta de acesso à lista de votantes abria margem para manipulações.
- Apesar da liminar garantindo a realização do pleito sem a festa, o cenário mudou após a audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira (11).
Conforme ata da audiência à qual a reportagem teve acesso, os advogados de ambas as partes solicitaram ao juiz a suspensão do processo por um breve período. O objetivo é formalizar uma proposta de acordo que visa adiar as eleições.

O juiz Antônio Félix dos Santos deferiu o pedido. As chapas têm até as 12h desta sexta-feira (12) para apresentar os termos do acordo e confirmar se a votação será de fato transferida para uma nova data.
Caso o acordo não seja selado, permanecem válidas as determinações da liminar que proíbem a festa e impõem regras rígidas de isonomia para a votação neste domingo.

