O governo de Minas Gerais determinou, nesta terça-feira (27), a interdição cautelar de um lote de canela em pó da marca Kisabor. A medida foi tomada após laudo laboratorial constatar a presença de fragmentos de pelos de roedor em quantidade superior ao limite tolerado pela legislação sanitária brasileira.
A decisão partiu da Diretoria de Vigilância em Alimentos (DVA) da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e foi oficializada por meio de publicação no diário oficial do estado.
O produto alvo da interdição é a canela em pó, lote 368388, com data de validade prevista para 22 de setembro de 2027. O item é fabricado pela empresa Food Brands Indústria de Produtos Alimentícios S/A, sediada em Jundiaí, no interior de São Paulo.
De acordo com o termo de interdição, a análise realizada pelo Instituto Octávio Magalhães, da Fundação Ezequiel Dias (Funed/Lacen-MG), identificou dois fragmentos de pelo de roedor em uma amostra de 50 gramas.
A resolução RDC nº 623/2022 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que regula a presença de matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em alimentos, estabelece como limite máximo de tolerância a presença de apenas um fragmento de pelo de roedor a cada 50 gramas de produtos derivados de canela.
Segundo a autoridade sanitária, o lote representa “risco de agravo à saúde da população”. Com a decisão, fica proibida a comercialização e distribuição das unidades referentes a este lote específico em todo o território estadual.
A presença de fragmentos de insetos ou roedores em alimentos industrializados é tolerada pela Anvisa até certos limites, sob a justificativa de que, em alguns processos de colheita e armazenamento de grãos e especiarias, a eliminação total dessas impurezas é inviável tecnicamente, mesmo com boas práticas de fabricação. No entanto, quando o índice ultrapassa o teto regulatório, o produto é considerado impróprio para consumo.
A reportagem tentou contato com a Food Brands Indústria de Produtos Alimentícios S/A, sem sucesso até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestação.

