O deputado estadual Carlos Pimenta apresentou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o projeto que cria o Programa Mineiro de Proteção ao Idoso contra Golpes Digitais. A iniciativa surgiu nesta semana, após o parlamentar acolher o relato de uma ex-professora de 86 anos. A idosa perdeu todas as economias de uma vida após ser enganada por criminosos em um aplicativo de mensagens.
Entenda o projeto e seus pilares
A proposta busca frear o avanço de crimes cibernéticos que vitimam a população da terceira idade em Minas Gerais. Segundo o autor do projeto, a modernidade tecnológica, como o Pix e os bancos digitais, trouxe facilidades, mas também abriu portas para “crimes silenciosos e cruéis”.
O programa sugerido pelo parlamentar sustenta-se em três pilares fundamentais:
- Prevenção: Criação de campanhas permanentes de educação digital em centros de convivência e unidades de saúde.
- Proteção Bancária: Estímulo a mecanismos de segurança que gerem alertas automáticos em caso de movimentações atípicas ou saques incompatíveis com o perfil do idoso.
- Combate ao Crime: Fortalecimento da integração entre a Polícia Civil, órgãos de defesa do consumidor e o sistema financeiro para rastrear e punir quadrilhas.
O impacto emocional das fraudes
Durante seu discurso na tribuna, Carlos Pimenta destacou que o prejuízo financeiro é apenas uma parte do problema. “O pior prejuízo é o emocional. É a vergonha que muitos idosos sentem e o medo de usar o próprio celular“, afirmou o deputado. Ele reforçou que o Estado precisa ter regras próprias para proteger o patrimônio e a dignidade de quem construiu a história de Minas Gerais.
O projeto agora deve seguir para as comissões temáticas da Assembleia, onde será discutido com autoridades do setor bancário e de segurança pública. O objetivo é transformar o estado em uma referência nacional no combate ao estelionato digital contra vulneráveis.

