Minas Gerais, que concentrou 4 em cada 10 tremores de terra registrados no Brasil em 2025, vai ganhar cinco novos sismógrafos fixos até o fim do ano. Os equipamentos serão instalados em Sete Lagoas, Betim, Lagoa Santa, Itabirito e Ipatinga.
Segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), o estado já soma 91 tremores só neste ano, o mesmo total registrado em todo 2024. No país, foram contabilizados 218 eventos sísmicos até setembro.
O projeto é fruto de parceria entre o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), o Laboratório de Geofísica da UFMG e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec). A UnB investirá R$ 500 mil na compra, instalação e operação dos sensores, enquanto os municípios ficam responsáveis pela construção e manutenção dos abrigos, estimados em R$ 10 mil cada.
Em Betim e Itabirito, as obras já foram concluídas e os equipamentos devem começar a operar em outubro. A previsão é que os demais sensores entrem em funcionamento até o fim de 2025.
De acordo com a Cedec, as novas estações vão reforçar a capacidade de monitoramento e resposta a tremores, além de fornecer dados para políticas públicas de prevenção de riscos geológicos. A iniciativa também abre caminho para a criação de um centro sismográfico em Minas.

