O processo de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passa por uma transformação profunda no Brasil. Com o fim da obrigatoriedade das aulas teóricas presenciais nas autoescolas, o mercado começou a se reinventar. Agora, alguns Centros de Formação de Condutores (CFCs) oferecem desde pacotes econômicos até serviços premium para manter a competitividade.

Mudanças nos preços e modelos
Em Uberlândia, a reportagem consultou estabelecimentos que já adaptaram suas tabelas de preços. Uma das autoescolas consultadas revelou que a diferença entre o modelo “autônomo” e o tradicional pode chegar a R$ 1.300,00, sem considerar as taxas estaduais.
No plano básico, algumas empresas oferecem as duas aulas práticas obrigatórias, suporte para a marcação de exames e emissão de taxas. Nesse caso, o aluno assume a responsabilidade de realizar todo o conteúdo teórico gratuitamente através do aplicativo oficial do governo. Já o plano premium mantém o formato tradicional, com acompanhamento integral e aulas presenciais.
Cenário nacional e regional
O novo modelo, lançado no início de dezembro, extingue a necessidade do curso teórico pago. Atualmente, 16 estados já operam com esse sistema. Em Minas Gerais, as adequações técnicas permitem que o aluno escolha como prefere estudar. Antes da mudança, o custo médio para tirar a habilitação no país chegava a R$ 3 mil. Agora, em anúncios monitorados, é possível encontrar planos básicos a partir de R$ 240 em diversas regiões.
As empresas que antes cobravam até R$ 1.600 pelo pacote teórico e prático agora focam na personalização. O objetivo é atrair o público jovem, que possui maior facilidade com as plataformas digitais e busca economia no processo.
