Servidor é suspenso após ameaçar chefia em Uberlândia 

Funcionário público recebeu punição de 10 dias após invadir setor alheio e fazer ameaças.

Lorena Marques
Foto: PMU

A Prefeitura de Uberlândia suspendeu um servidor público por 10 dias após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A decisão da Corregedoria pune o funcionário por desrespeito, alteração de voz e conduta ríspida contra a sua chefia imediata. O caso, que gerou forte constrangimento, ocorreu dentro de uma das repartições da Secretaria Municipal de Administração.

De acordo com as investigações da Corregedoria, o funcionário cometeu uma série de infrações funcionais. Primeiramente, ele invadiu um setor de trabalho diferente do seu para interferir na demanda de terceiros. Naquele momento, ele adotou um comportamento agressivo, gritou e proferiu palavras de cunho intimidatório contra o coordenador do local.

Em seu depoimento oficial, o servidor confessou que de fato elevou o tom de voz durante a discussão. Contudo, ele negou qualquer intenção de desrespeito deliberado. O trabalhador justificou a sua ação como uma “reação automática” provocada por uma divergência de opiniões sobre o serviço público.

Decisão preza pelo caráter educativo

Além do episódio atual, o histórico do funcionário já apontava outros desvios comportamentais desde o ano de 2023. Mesmo com esses antecedentes, a comissão processante decidiu não aplicar a pena de demissão. O órgão municipal entendeu que o comportamento violou o dever de urbanidade, mas não configurou uma insubordinação grave. Adicionalmente, o tumulto não provocou prejuízos estruturais ou a paralisação do atendimento à população.

Por essa razão, a prefeitura aplicou a suspensão como uma medida corretiva e pedagógica. Desse modo, o poder público municipal espera orientar o funcionário e restabelecer o respeito mútuo no ambiente de trabalho. A determinação segue as diretrizes previstas no Estatuto dos Servidores Públicos.

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