Os professores e servidores da rede estadual de ensino de Minas Gerais iniciam uma greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 4 de março. A decisão, tomada em assembleia no dia 26 de fevereiro em Belo Horizonte, protesta contra o não cumprimento do piso nacional do magistério. A paralisação deve afetar escolas em diversas regiões, incluindo o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
Reivindicações da categoria
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), a categoria busca um reajuste de 41,83%. Este índice corresponde às perdas inflacionárias acumuladas entre os anos de 2019 e 2025. Além disso, os servidores exigem a aplicação do novo piso salarial nacional, fixado pelo Ministério da Educação (MEC) em R$ 5.130,63 para 2026.
A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, destaca que a defasagem salarial compromete a dignidade dos profissionais. “A partir do dia 4 de março, as escolas estaduais estarão fechadas. Essa medida é necessária diante da grave perda que reduziu nossos vencimentos nos últimos oito anos“, afirmou a dirigente.
Resposta do Governo de Minas
Em contrapartida, o governador Romeu Zema anunciou, nesta segunda-feira (2), o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa prevendo uma recomposição salarial de 5,4% para todos os servidores estaduais. Segundo o Executivo, este percentual garante o cumprimento do piso nacional definido pelo governo federal.
O governo estadual reforçou que, desde 2019, realiza uma reorganização financeira para permitir tais reajustes. Contudo, o sindicato manteve a paralisação. A entidade argumenta que o índice de 5,4% não recupera o poder de compra perdido e já deveria ter sido aplicado no início do ano legislativo.
Impacto nas escolas regionais
Cidades como Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba e Araguari devem sentir os reflexos da greve já nos primeiros dias. O movimento orienta que pais e responsáveis busquem informações diretamente nas unidades escolares para confirmar a suspensão das aulas. Até o momento, as negociações entre o sindicato e o Estado seguem sem um novo acordo que suspenda o movimento paredista.
