Uberlândia: servidor acusa colega de furto e acaba suspenso pelo DMAE 

Funcionário acusou colega de furto publicamente no refeitório da autarquia; comissão confirmou infração administrativa.

Lorena Marques
Foto: PMU

O Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) de Uberlândia suspendeu um servidor público autárquico por três dias. A investigação comprovou que o funcionário acusou nominal e publicamente um colega de trabalho de roubar seu celular dentro do refeitório da instituição.

De acordo com a apuração, a falsa imputação gerou um ambiente de trabalho extremamente hostil. Por essa razão, a comissão processante considerou que o trabalhador descumpriu os deveres legais de urbanidade e moralidade administrativa. A chefia da autarquia, contudo, descartou a ocorrência de assédio moral direto, pois não identificou a reiteração necessária para caracterizar a prática.

Depoimentos e acareação no processo

Para esclarecer os fatos, os investigadores colheram depoimentos de diversas testemunhas presenciais no refeitório. Além disso, a comissão realizou uma acareação entre os envolvidos para sanar as contradições dos relatos. As testemunhas confirmaram de forma categórica que o servidor acusado espalhou ativamente o boato do suposto furto entre os colegas de setor.

Inicialmente, a comissão declarou a revelia do investigado em janeiro de 2026. No entanto, o funcionário constituiu uma defesa técnica logo em seguida, apresentando uma peça de contestação por escrito. Apesar dos argumentos da defesa, as provas testemunhais coletadas confirmaram a gravidade da falta funcional cometida.

Aumento da punição e antecedentes

A autarquia concordou com a análise de culpa, mas decidiu aumentar a punição proposta pela comissão interna. Dessa forma, ele determinou a suspensão do servidor por três dias sem direito a remuneração. A decisão baseia-se nos artigos da Lei Complementar nº 40/1992, que pune manifestações de desapreço no recinto reparticional.

Para definir a dosimetria da pena, a diretoria considerou os antecedentes do funcionário, que já havia recebido uma advertência em 2025. Por fim, a administração ressaltou que novas infrações éticas ou comportamentais poderão provocar punições ainda mais severas, incluindo a demissão do serviço público de Uberlândia.

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