A Apple assumiu a liderança global no mercado de smartphones no primeiro trimestre de 2026, em um movimento que contrasta com a retração do setor como um todo. Dados da Counterpoint Research apontam que a companhia registrou crescimento de 5% nas vendas, mesmo diante de um cenário de queda generalizada.
O resultado marca a primeira vez que a fabricante do iPhone lidera o mercado em um primeiro trimestre, alcançando 21% de participação global.
Mercado em queda, Apple em alta
Enquanto a Apple avançou, o mercado global de smartphones seguiu na direção oposta. As remessas totais caíram 6% na comparação anual, refletindo um cenário de menor demanda e dificuldades na cadeia de suprimentos.
A retração foi impulsionada principalmente pela escassez de componentes de memória, como DRAM e NAND, que elevaram custos e afetaram a produção de dispositivos. Além disso, fabricantes passaram a priorizar chips voltados para inteligência artificial e data centers, reduzindo a oferta para eletrônicos de consumo.
Liderança sustentada por estratégia premium
O desempenho da Apple está diretamente ligado ao seu posicionamento no segmento premium e à forte integração da cadeia de suprimentos, fatores que ajudam a empresa a enfrentar melhor momentos de crise no setor.
A demanda pela linha mais recente de iPhones e programas de troca (trade-in) também contribuíram para o avanço das vendas, especialmente em mercados estratégicos como China, Índia e Japão.
Concorrentes perdem espaço
A Samsung aparece na segunda posição, com 20% de participação de mercado, após queda de 6% nas remessas, impactada por atraso no lançamento de novos modelos e fraqueza no segmento de entrada.
Já a Xiaomi manteve o terceiro lugar, com cerca de 13% de market share, mas também registrou retração no período.
Cenário desafia indústria, mas fortalece líderes
O resultado reforça uma tendência de concentração no mercado global de smartphones. Mesmo com a queda do setor, empresas com maior valor agregado e posicionamento premium tendem a ganhar participação.
No caso da Apple, o desempenho no início de 2026 indica resiliência e reforça a força da marca em um cenário onde parte do mercado ainda enfrenta dificuldades para crescer.

