Araxá terminou 2025 entre as principais cidades exportadoras de Minas Gerais, ocupando a segunda posição no ranking estadual, com US$ 2,53 bilhões em exportações. O destaque da cidade foi a exportação de ferronióbio, mineral estratégico para a indústria global, que impulsionou a economia local e posicionou Araxá como um dos maiores polos comerciais do estado.
O ferronióbio como motor da economia exportadora
O grande responsável pelo fortalecimento das exportações de Araxá em 2025 foi o ferronióbio, um produto derivado do nióbio, metal de elevada importância para a indústria siderúrgica e de alta tecnologia. O nióbio de Araxá é extraído e processado, em grande parte, pela empresa CBMM, referência global no segmento e peça-chave na pauta exportadora local.
Esse mineral tem aplicações em aços de alta resistência, componentes industriais, infraestrutura pesada e setores de ponta como automotivo, aeroespacial e energia, o que o torna um produto de alto valor agregado no comércio exterior.
Ranking das 10 cidades de Minas que mais exportaram em 2025
Veja abaixo o ranking completo dos municípios mineiros que mais venderam ao exterior em 2025, revelando como Araxá consolidou seu desempenho entre gigantes exportadores estaduais:
- Varginha – US$ 3,28 bilhões
- Araxá – US$ 2,53 bilhões
- Nova Lima – US$ 2,51 bilhões
- Guaxupé – US$ 2,35 bilhões
- Paracatu – US$ 2,03 bilhões
- São Gonçalo do Rio Abaixo – US$ 1,65 bilhão
- Betim – US$ 1,52 bilhão
- Ouro Preto – US$ 1,35 bilhão
- Itabira – US$ 1,16 bilhão
- Conceição do Mato Dentro – US$ 1,04 bilhão
Esse grupo de dez municípios respondeu por 44,3% do total exportado pelo estado, com destaque para produtos como café, ouro, minério de ferro e, no caso de Araxá, o ferronióbio como item estratégico.
Impacto econômico em Araxá e no estado
A posição de Araxá no ranking reforça a importância da mineração para a economia local e para o papel de Minas Gerais no comércio internacional, destacando o estado como um dos principais exportadores do Brasil em 2025. A cidade do Alto Paranaíba se beneficia não só da riqueza mineral de sua região, mas também da capacidade de inserir produtos de alto valor agregado nas cadeias globais de suprimentos.
