O BTG Pactual foi escolhido para liderar o processo de oferta de ações que poderá viabilizar a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A instituição atuará como coordenadora líder da operação, que prevê a venda da participação detida pelo governo estadual na companhia.
Além do BTG, também foram selecionados para compor o grupo de coordenadores globais os bancos Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB. As instituições serão responsáveis pela estruturação e condução da eventual oferta pública secundária de ações.
Atualmente, o Estado de Minas Gerais detém 50,03% das ações da Copasa. A estratégia do governo é realizar uma oferta secundária — quando ações já existentes são vendidas ao mercado, sem emissão de novos papéis — com o objetivo de reduzir ou zerar sua participação na empresa.
A expectativa da equipe econômica é que a operação possa gerar ao menos R$ 4 bilhões em arrecadação, recursos que poderão ser utilizados no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), voltado à reorganização fiscal.
Apesar da escolha dos bancos coordenadores, a oferta ainda não foi lançada oficialmente. A concretização da operação depende de aprovações societárias, ajustes no estatuto da companhia, condições de mercado e cumprimento das exigências regulatórias.
Entre as mudanças em discussão está a possibilidade de criação de uma “golden share”, mecanismo que permitiria ao Estado manter poderes especiais de veto em decisões estratégicas mesmo após a eventual privatização.
O processo marca mais uma etapa no plano do governo mineiro de reduzir sua presença em estatais e reforçar o caixa estadual por meio de desinvestimentos.
