O comércio brasileiro deve movimentar cerca de R$ 2,84 bilhões em vendas para o Dia dos Namorados deste ano, celebrado em 12 de junho. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que projeta crescimento real de 2,5% em comparação com 2025, já descontada a inflação do período.
De acordo com a entidade, a melhora do mercado de trabalho tem sido o principal fator para impulsionar o consumo. A redução do desemprego e o aumento da renda das famílias ajudam a compensar os efeitos dos juros elevados e das condições mais restritivas de crédito.
Entre os segmentos com maior participação nas vendas, o destaque continua sendo o de vestuário, calçados e acessórios, responsável por uma estimativa de R$ 1,116 bilhão em faturamento. Apesar da liderança, o setor deve registrar leve retração de 1,4% nas vendas em relação ao ano anterior.
Por outro lado, as lojas de farmácias, perfumarias e cosméticos aparecem entre as maiores beneficiadas pela data, com expectativa de crescimento de 8,2% e movimentação estimada em R$ 875 milhões. Já o segmento de artigos de uso pessoal e doméstico, impulsionado principalmente pelos eletroeletrônicos, deve avançar 4,3%, alcançando R$ 346 milhões em vendas.
Mesmo com a expectativa positiva para o comércio, os consumidores terão de lidar com presentes mais caros. Segundo a CNC, a cesta de produtos e serviços tradicionalmente consumidos no Dia dos Namorados apresentou aumento médio de 5,8% em relação ao ano passado.
Os maiores reajustes foram observados nos chocolates, que ficaram 22,7% mais caros, e nas joias e bijuterias, cujos preços subiram cerca de 20% em um ano. A entidade atribui esses aumentos a fatores internacionais, como problemas na produção mundial de cacau e a valorização histórica do ouro nos mercados globais.
Além da projeção da CNC para o varejo, levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que mais de 100 milhões de consumidores devem comprar presentes para a data, gerando uma movimentação de aproximadamente R$ 26,4 bilhões quando considerados também setores como restaurantes, turismo, hotelaria e entretenimento.
A expectativa do setor é que o Dia dos Namorados mantenha sua posição entre as principais datas do calendário comercial brasileiro, impulsionando tanto as vendas nas lojas quanto a atividade econômica em diversos segmentos de serviços.

