Motoristas que utilizam a BR-365 entre Uberlândia e Ituiutaba poderão pagar mais caro pelo pedágio nos próximos anos. A Ecovias Cerrado apresentou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) uma proposta de revisão quinquenal do contrato de concessão que prevê R$ 632,3 milhões em novos investimentos e poderá resultar em aumento das tarifas cobradas nas praças de pedágio.
O trecho concedido compreende 437 quilômetros das rodovias BR-364 e BR-365, ligando Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a Jataí, em Goiás. Atualmente, a concessão conta com sete praças de pedágio, sendo quatro em Minas Gerais, localizadas em Uberlândia, Monte Alegre de Minas, Ituiutaba e Santa Vitória. Hoje, a tarifa para veículos de passeio é de R$ 5,90 em cada uma delas.
De acordo com a concessionária, a proposta representa um impacto estimado de R$ 0,88 na tarifa a cada 100 quilômetros percorridos. O valor, no entanto, ainda é uma estimativa e poderá ser alterado durante a análise técnica da ANTT, que será responsável por decidir se aprova ou não a revisão contratual.
Obras previstas na BR-365
Entre os investimentos incluídos na proposta estão a implantação de um corredor elétrico para recarga de veículos, uma passagem de fauna, um ponto de parada e descanso para caminhoneiros na BR-364 e a adequação de um trecho da BR-365 em Ituiutaba.
O principal investimento previsto, porém, é a inclusão do Anel Viário Ayrton Senna, em Uberlândia, na concessão. A obra está estimada em R$ 525,4 milhões e representa mais de 80% de todo o pacote de investimentos proposto pela Ecovias Cerrado.
Caso seja aprovada, a revisão contratual também permitirá a execução de outras melhorias operacionais ao longo da concessão, com o objetivo de ampliar a segurança viária e a capacidade das rodovias.
Pedido ainda será analisado pela ANTT
O Ministério da Fazenda já emitiu parecer favorável em relação aos aspectos concorrenciais e regulatórios da proposta. Entretanto, a análise dos custos das obras e dos impactos tarifários será realizada exclusivamente pela ANTT.
A revisão faz parte do processo de revisão quinquenal dos contratos de concessão rodoviária, mecanismo previsto para reavaliar investimentos e atualizar obrigações da concessionária após os primeiros anos de operação.
Somente após a conclusão da análise técnica e a aprovação pela diretoria colegiada da ANTT é que um eventual reajuste das tarifas poderá entrar em vigor. Até lá, os valores dos pedágios permanecem inalterados.


na realidade isso teria que acabar, visto que eh um patrimônio construído com dinheiro do povo,